segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Novos recordes

Outubro e novembro foram intensos. Muitos treinos e corridas. No final de tudo, uma incomodativa dor nas fíbulas. Quase certeza que foi o impacto constante. Muito descanso na primeira metade de dezembro, alongamentos e gelo. Não sei o que funcionou, ou se foi tudo, mas o certo é que as dores sumiram. Fiz um treino leve na quinta-feira e corri no domingo. Bem tranquilo. Correr sem dores é das melhores coisas que existem.

Hoje foi o dia de retomar a planilha de treinos. Decidi que não dá pra ficar pegando leve nos treinos. Morre no treino pra morrer na corrida e ver se abaixa esse tempo. Estava esperando o expediente acabar para correr meus 4 km forte determinados. Aí, de surpresa, aparece uma centena de salgadinhos no trabalho. Comi. E comi mais um monte. Senti que meu treino seria prejudicado. Não podia dar certo depois de tanta coxinha e pastel.

Mesmo com o estômago cheio, fui correr. E me surpreendi. Uma das vantagens de ser lento é que fica mais fácil fazer tempos melhores. Fiz os 4 km em 19:54, meu recorde pessoal. Mais um recorde pessoal. Nunca fiz tantos recordes quanto nesses últimos três meses. Desde outubro, o desempenho só melhora. Devo dizer que o tempo de hoje adquiriu uma importância maior porque corri arrotando coxinha de frango. É meio nojento, mas é verdade. Seguirei treinando. O pace sub 5:00 vai chegar.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Minha maratona em números

Depois da ansiedade, euforia e felicidade da maratona, parei com mais calma para olhar meus tempos e parciais de cada quilômetro marcados pelo GPS.

10 km 1:00:55 (6:05 min/km)

20 km 1:05:21 (6:32 min/km) - Total 2:06:16

30 km 1:10:01 (7:00 min/km) - Total 3:16:17

40 km 1:22:57 (8:17 min/km) - Total 4:39:14

2.2 km 0:15:10 (6:53 min/km) - Total 4:54:24

42 km em 4:54:24 (tempo líquido. Na foto acima, da minha chegada, aparece o tempo bruto)

Quase consegui correr no tempo que planejei enquanto tentava dormir nos dias que antecediam a maratona. Dividi a corrida em 4 partes de 10 km. Queria fazer 10 km em 1:00:00, 20 km em 1:05:00, 30 km em 1:10:00, 40 km em 1:15:00 e os últimos 2,2 km do jeito que fosse possível. Desse modo, calculava terminar a prova em 4:45:00. Os últimos 10 km, como era previsto, foram os mais complicados e acrescentaram 8 minutos no meu tempo final.

O mais interessante dessas parciais é que fiz a prova toda no escuro, por assim dizer. Só liguei o aplicativo com GPS no celular e corri. Não me preocupei em ver qual era o meu tempo em cada quilômetro. O máximo que eu via, quando possível, era a distância. Meio sem querer, correndo sem saber o tempo, fiz o ritmo que pretendia. Sinal de que já estou conhecendo meu corpo. Gostei. A próxima maratona será ainda melhor.

domingo, 18 de setembro de 2011

Nunca vi igual

Ainda não estou acostumado com tudo o que a tecnologia pode oferecer. Ontem, meio sem querer, descobri um link com a transmissão do jogo entre Fortaleza x CRB, pela última rodada do Grupo B da série C. O Fortaleza, muito ameaçado pelo rebaixamento, precisava fazer, pelo menos, 4 gols de diferença para talvez se garantir na série C. Seu adversário direto pela permanência era o Campinense, que jogava em casa contra o Guarany-CE. Fortaleza e Campinense tinham 6 pontos cada e saldo de -5 e -2, respectivamente.

O link de tranmissão com o qual me deparei era da TV Pajuçara, de Alagoas. Foi a melhor transmissão da minha vida. A equipe que estava trabalhando no jogo torcia descaradamente pelo CRB. Geralmente é assim, meio parcial, mas eu nunca tinha visto a parcialidade em nível tão elevado. Só vi o segundo tempo, mas foi o suficiente pra perceber o tamanho da torcida. Para se ter ideia, quando o Campinense fez o seu gol, que rebaixava momentaneamente o Fortaleza, o narrador berrava com intensa felicidade: "o Fortaleza vai cair, o Fortaleza vai cair". Parecia a pessoa mais feliz do mundo.

O bairrismo e a parcialidade existiriam de qualquer forma, mas foi potencializado pelas atitudes do Fortaleza e pela arbitragem com muitos equívocos a favor do time cearense. Primeiro, o Fortaleza voltou para o segundo tempo com o uniforme branco, igual ao do CRB. Tudo para atrasar o início do segundo tempo e saber o resultado do jogo do Campinense. Depois, no decorrer da partida, duas expulsões de jogadores do CRB, a do goleiro estranhíssima. O time já tinha feito as 3 alterações e precisou colocar um jogador de linha no gol.

Em certo momento da partida , o Fortaleza vencia por 2 a 0 e o Campinense empatava seu jogo. No acréscimos, porém, o Campinense fez o gol que lhe garantia a permanência. Esse gol foi o responsável pela intensa felicidade do narrador do jogo do Fortaleza. O jogo do Campinense terminou, mas, devido ao atraso proposital em Fortaleza, ainda havia 15 minutos de jogo no Presidente Vargas. Sabendo que precisava de mais dois gols, e com dois jogadores a mais, o Tricolor de Aço foi pra cima e sem muita dificuldade fez os gols que precisava, evitando, assim, a queda para a série D.

Seria vergonhoso para o Fortaleza cair para a série D. De times tradicionais lá, já basta o Santa Cruz, que tem que subir o quanto antes. A goleada da Fortaleza, que perdeu um pênalti quando o jogo estava 1 a 0, seria histórica se não fosse tão suspeita. Não posso dizer que foi roubado, mas foi o que pareceu. Várias denúncias e conspirações surgiram na transmissão alagoana, inclusive que o banderinha teria recebido 30 mil reais. De qualquer maneira, o Fortaleza, de forma meio estranha, se salvou. E eu tive a certeza que vi o melhor jogo de 2011. Nenhum outro vai ser igual. Quero todos os jogos narrados pela TV Pajuçara. É muito mais divertido.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A distância já não assusta tanto

Correr, não parar de correr. Isso é vida. Não sei se já falei aqui, mas vou correr a Maratona de Santa Catarina, que vai se realizar no dia 02 de outubro desse 2011. Foi uma decisão meio repentina, um pouco estúpida e sem noção também. Afinal, venho treinando, mas não era específico pra uma maratona. A oportunidade de correr uma maratona na cidade onde moro também influenciou. Paguei o boleto da inscrição e não tem mais volta. Só me restava treinar um pouco mais, aumentar os treinos longos e ver no que vai dar. O resultado final vocês vão saber no início de outubro.

O fato é que depois de efetuado o pagamento do boleto, já fiz dois treinos longos. Antigamente, treino longo pra mim era passar dos 10 km, correr tipo uns 10,1 km. Isso era a coisa mais longa do mundo. Aí surgiu a meia maratona e o treino longo aumentou pra 15, 16 km. Ainda assim não era o que se podia chamar de looongo. Demorei, mas fiz meu primeiro treino longo. Corri quase sem parar 27 km em 3 horas. Vi que era possível. Basta um pouco de paciência, sem exigir muito do corpo, correr só por correr.

Ontem, mais um longo. Dessa vez, dando a volta ao Centro de Floripa. Pouco mais de 21 km percorridos, mas em um tempo bem razoável. Achei até que corri mais rápido do que o normal para um treino longo. Deve ter sido por correr em grupo. A vantagem de não correr sozinho é que você corre um pouco mais rápido e nem sente tanto. Posso dizer que correr 21 km tá ficando cada vez menos complicado. Não significa que as dores não apareçam logo depois do treino e no dia seguinte, mas parece que meu corpo está se acostumando com a ideia de grandes distâncias.

Não sei mais quantos treinos longos farei. O certo é que a preparação para a maratona segue seu rumo normal na anormalidade de não ter muito tempo pra treinar. Correndo essas distâncias maiores percebi que a maratona vai ser bem complicada. Não que eu achasse o contrário, mas foi, digamos, uma confirmação da teoria. Pra não dizer que tenho certeza, acredito que consiga completar a prova, só não sei em que condições e com qual tempo. O objetivo principal é se divertir correndo durante os 42 km, ou enquanto o corpo permitir. Faltam 16 dias para a maratona.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Treinando na chuva

Chega o 7 de setembro, feriado. Vem o pensamento de correr e fazer aquele super longo, visando a maratona. Aí a pessoa aqui esquece de desativar o despertador automático e acorda às 7 horas, como em todos os dias da semana que não são feriado. Foi ruim, mas acabou sendo bom. Saí pra correr e não estava chovendo, antes das 8 horas ainda.

Nem deu meia hora e a chuva começou. E não parou mais. Pensei em desistir e voltar pra casa, mas tinha que cumprir a meta que me comprometi a fazer: correr 3 horas. A chuva diminuiu. A chuva aumentou. Até parou. Ficou fraquinha. Enfim, fiquei todo molhado, mas foi o melhor dos treinos. Claro que tenho quase certeza que não sairia pra correr se tivesse chovendo.

Sair de casa logo cedo, com o tempo só nublado, foi o que melhor poderia ter acontecido. Pegar chuva no decorrer do treino é aceitável e é até bom. Começar com chuva é complicado. Durante as 3 horas, corri 27 km e descobri dores que nunca tive antes. Descobri também que correr 27 km e gastar mais de 2 mil calorias não significa emagrecer. Maratona vem aí. Se segura!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Intempéries

O tempo em Floripa está uma porcaria. Pra cada 6 dias com chuva tem 1 com sol. Essa proporção não é a ideal. Me tornei, praticamente, um atleta de fim de semana. Durante a semana, as noites são de vento ou chuva. Sobram os sábados e domingos, quando sobram. No último sábado, dei sorte. Tempo nublado, sem vento, adequado para a prática do desporto da corrida. Saí de casa com o objetivo de correr o máximo possível.

Fui para um lado, voltei, fui pro outro, subi vários morros, desci vários outros e, no final de tudo, corri 18 km em pouco mais de 2 horas. O tempo foi até alto, mas não tava muito preocupado com essa parte. Queria erra correr bastante. Os morros do caminho também contribuiram para o tempo elevado. A pior parte foi ter esquecido de levar a minha garrafa de água. Nos últimos 2 km, estava com a boca seca, querendo qualquer gota mínima de água.

Esse treino foi bom para subir morros. No atual momento, não tenho mais pavor dos morros. Quando vejo algum, logo penso, como se fosse uma narração do Galvão Bueno, "pra cima deles!". E me largo no aclive. Prefiro subir do que descer. Meus joelhos reclamam mais na descida. O próximo treino será somente em terreno plano. Quero correr até definhar, o que deve dar, devido ao tempo parado, algo em torno de 10 km.

sábado, 27 de agosto de 2011

Porto Alegre é logo ali

Clássico é clássico, dizem por aí. Concordo. Clássico bom, aliás, é clássico que o seu time vence. E eu só sou saber se aquele clássico foi bom depois do apito final do juiz, que geralmente vai roubar contra o meu time. Às vezes, nada acontece, nada que possa ser usado contra o homem do apito. Mas eu, do alto da minha imparcialidade, acentuada pelo clássico, vou ver algum erro que, por certo, resultaria em gol do meu time.

Eu tinha essa vontade, um sonho, algo desse tipo, de ver um Gre-nal ao vivo, do estádio. E, finalmente, depois de alguns anos, a oportunidade surgiu. No pior momento possível, talvez, mas é o Grêmio que vai jogar. Não tenho motivos para não ir. Estádio Olímpico, 16 horas. Estarei lá. Vou de excursão. Ou seja, sai depois da meia-noite, chega em Porto Alegre, vê o jogo e volta pra Floripa, com sorte, às 3 ou 4 da manhã.

Vida de torcedor que mora longe é assim. Vida de torcedor que não tem dinheiro pra ir de avião também. De qualquer forma, o ônibus tem lá o seu conforto. E a volta sempre pode ser boa, desde que o resultado seja favorável. Se não for, o que é o mais provável este ano e que eu espero que não aconteça, o jeito é dormir mais do que se dorme na ida. Porto Alegre nem é tão longe assim. E é pra lá que eu vou.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

K42 Bombinhas

Salve! Estou escrevendo aqui depois de eras sem escrever. Especialmente para comentar sobre a etapa de Bombinhas da K42 Adventure Marathon. A etapa de Bombinhas é considerada a mais difícil e desafiadora do Brasil. Eu e o Jules Fabiano Griss Costa, meu irmão, corremos em duplas e terminamos na segunda colocação geral por equipes das 100 equipes. com o tempo de 3h51m42s. Foi a prova mais difícil e mais importante que fiz. Em especial, por participar com meu irmão no revezamento.


A península de Bombinhas é um município paradisíaco cheio de praias, morros e trilhas. Realmente foi muito complicado. No meu trecho, apesar de pontos complicados, onde eu tinha que subir me agarrando nas árvores e matos, foi divertido. Durante o trajeto, tive a companhia de um cachorro que me acompanhou por pelo menos uns 7km. Cachorro corredor e aventureiro.


Vídeo da nossa chegada filmada pelo meu irmão, que estava me aguardando e já havia calculado o tempo. Ele sabia mais ou menos o momento em que eu chegaria. Ano que vem, estaremos novamente participando e dessa vez vai ser para levar o troféu de primeiro lugar! Vamo que vamo!!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A tecnologia no trono

Não sei vocês, mas a tecnologia mudou minha rotina. Me refiro principalmente aos smartphones e ao novo sentido que eles deram para aquele momento que você vai cortar o rabo do macaco. Os smartphones mudaram toda a situação de quando você tá fazendo cocô. A ida ao trono se tornou, digamos, mais divertida, menos monótona.

Quando preciso ir ao banheiro, emulando um rei, o smartphone é companhia certa. Enquanto a natureza segue seu rumo natural de livrar-se dos dejetos, leio as notícias do dia, o Twitter, vejo o Facebook e o meu email. É muito sério. Experimente levar um smartphone ao banheiro. Sua vida terá um novo sentido. Me agradeça depois.

O jeito tradicional não pode ser dispensado. Ainda é útil quando você não tem tempo sobrando e não pode se distrair. O jeito tradicional é mais rápido e objetivo. Chegou, sentou, saiu, limpou e vai embora. É praticamente um pit stop da fórmula 1. Fora isso, prefiro o método que aqui chamo de mais moderno, utilizando o smartphone.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Fome no mercado

Nos últimos textos venho falando praticamente só de corridas e treinos e tal. Hoje vou de encontro à vida saudável. É dia de falar de como é bom ir ao mercado com fome, MUITA fome. É uma experiência das melhores que pode existir. Já fiz e recomendo. A fome era algo fora do normal, desde o almoço sem comer nada. Chegando no mercado, o olho começa a brilhar e até as frutas chamam a atenção. Não é exatamente a melhor coisa do mundo, mas entra na lista também.

Duas bolachas Passatempo, um Club Social de pizza e uma wafer de chocolate branco. Essa é a primeira parte. Depois, pão fatiado. Anda mais um pouco, salsichas. Essa é ainda a parte mais saudável. Mais pra frente começa a piorar. Duas pizzas, uma caixa de hambúrguer, um Hot Pocket da Sadia, dois miojos. Um pouco de batata palha e suco também vieram junto. A batata frita não foi possível levar. Ainda me sinto mal, um tanto arrependido, por não ter levado o chocolate.

Todas essas coisas de comer não são suficientes. Ainda faltava comprar dois Bob's na saída do mercado. Aí sim meu espírito de gordo estava saciado. Não digo que é a coisa mais barata do mundo. Não, não é nada em conta ir ao mercado fome. Por outro lado, o cartão de crédito só vai te lembrar dessa ida ao mercado com fome no próximo mês. É quase impossível pensar na parte financeira quando o estômago manda nas nossas ações. O importante é matar a fome que está te matando. O depois se resolve depois.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Mais uma ida ao estádio

Ontem teve jogo do Grêmio em Floripa. Pergunta se eu fui. Eu respondo mesmo sem pergunta alguma. Sim, eu fui, como sempre vou desde 2007. Jogo do Grêmio em Floripa tem minha presença. A melhor parte foi ir ao estádio e ver um jogo ao vivo, o que é sempre bom. A partida, em si, foi uma merda. Da parte do Grêmio, principalmente. O time não fez nada. Melhorou durante uns 5 minutos em uma parte do segundo tempo, mas o desempenho geral foi pavoroso.

Se não fosse o Marcelo Grohe, ia ser pior. Atualmente, no time do Grêmio, o goleiro é o mais acionado e o melhor jogador das partidas. A lentidão do time é impressionante. Ninguém, exceto o Grohe, foi bem. Ressalto, no entanto, que o Gabriel fez uma partida horrorosa. Mandem de volta pra Grécia, por favor. Em 2011, ele não existe. Desempenho ruim durante o ano todo. Antes tinha a desculpa das lesões e da indefinição do contrato. Agora não tem mais nada e continua jogando mal.

Acho que, do estádio, a sensação de que ele vai errar e perder a bola é potencializada. Quando a bola chega no Gabriel, já penso na merda que vai dar. É um medo inevitável, causado pelo próprio jogador, que não tá jogando nada. Cheguei à conclusão que só a família e os adversários do Grêmio gostam do Gabriel. O lado direito da defesa do Grêmio é um convite aos ataques dos outros times. Eles aceitam sem nem pensar, no que fazem muito bem.

O Corinthians já disparou na liderança e o Grêmio é muito regular (sempre joga mal). É melhor começar a pensar em 2012. Montar um time decente, pra ver se as coisas mudam no próximo ano. Para este ano, o objetivo é alcançar os 45 pontos o mais rápido possível e escapar do rebaixamento. Já foram 12 pontos, faltam 33. Aí sobra mais tempo pra pensar no ano que vem. Não espero mais nada de 2011.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A importância do que não é importante

O título, por vezes, nada quer dizer sobre o texto que vem a seguir. Hoje é um desses casos. Por enquanto, é pra ser assim. Coloquei o título só por colocar. Tenho que voltar a escrever mais seguidamente por aqui. Vontade eu tenho, mas a preguiça é maior ainda. Pior que agora não tenho nem mais desculpas pra não escrever. Já fiz o TCC, passei e nada mais toma meu tempo, além do trabalho e dos treinos.

Falando em treino, este blog virou praticamente um blog sobre corridas. Notei que a maioria dos últimos textos foi sobre meus treinos ou corridas. Como quase ninguém entra aqui, não faz diferença nenhuma, mas é bom diversisifcar. Um tema cansa, até pra quem escreve. Ainda não me cansou, mas não quis repetir o mesmo assunto 58 vezes seguidas (o número é aproximado).

A pior parte disso tudo é que escrevi esses dois parágrafos aí em cima e esqueci do que ia falar quando resolvi fazer este novo post. Agora tudo ficou sem sentido. Esse negócio de escrever em tempo real, com o auxílio da minha memória de peixe (e seletiva), não é um bom negócio. Pra não ficar três parágrafos sem assunto e sentido nenhum, deixo registrado que sábado tem Argentina x Uruguai pela Copa América. O JOGO! Assistam.

sábado, 25 de junho de 2011

A fruta cítrica de cheiro impregnante

Relutei muito. Resisti o quanto pude. A falta de opções de frutas em casa, no entanto, me fez sucumbir à bergamota. Gosto da fruta, não vou negar. Só que ela traz consigo, inevitavelmente, aquele cheiro característico. Quem já comeu sabe como é. Você come e o que acontece? Todo mundo sabe que você comeu. O cheiro fica por horas.

Ainda prefiro bananas, maçãs e peras, que como e não fico com o cheiro das mesmas impregnado em mim. Não descarto a bergamota, apenas evito. Se tem, e dá vontade, como. Nada tenho contra ela, é bem boa, por sinal, e nada tenho a favor do seu cheiro também. Dependendo da fome, o cheiro é irrelevante e só a bergamota importa.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Junho sem refrigerante. E muito mais

Meio sem querer, do nada, decidi tentar tomar menos refrigerante. Foi ali pelo dia 31 de maio. No outro dia, primeiro dia do mês de junho, não tinha mais refrigerante em casa. E não havia perspectiva para que voltasse a ter tão cedo. Geladeira vazia. Sem refrigerante, sobrou suco de laranja, Tang e água. Fiquei só com eles e, por enquanto, não sinto falta da bebida gaseificada.

Contando desde o começo, já são 10 dias sem refrigerante. Sei lá, parece pouco, mas acho que fazia uns, contando por baixo, 20 anos que não passava tanto tempo sem tomar refrigerante por vontade própria. O início foi forçado, mas os dias posteriores foram por opção. Nesse tempo tive oportunidades de tomar refri e não tomei. Se faz diferença, não sei. Me sinto bem, sem sinal de abstinência.

Sinal de que não sou dependente do refri. Era óbvio que não era, mas tanto tempo à base de refri podia me influenciar de alguma forma negativa. Não aconteceu. Menos mal. Sigo o mês de junho sem tomar refri. Se der certo, vou passar por junho, julho, agosto e assim por diante. A longo prazo, essa atitude de evitar refrigerante pode trazer alguns benefícios. Que eles se manifestem o quanto antes.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Campeonato Brasileiro 3ª Rodada

A terceira rodada do Campeonato Brasileiro só terminou ontem, com o jogo entre Atlético-MG e São Paulo. Agora que todos os jogos aconteceram já posso escrever o meu resumo resumido da rodada, comentando cada partida com a lucidez característica do autor, que vê, no máximo, 4 dos 10 jogos da rodada.

Ceará 2 x 2 Botafogo
Empate ruim para os dois times. Botafogo começou melhor, fez o primeiro gol e permitiu a virada. Falhas individuais colaboraram para que, pelo menos, 2 dos 4 gols da partida acontecessem.

Fluminense 2 x 1 Cruzeiro
O Cruzeiro segue sem vencer no Brasileiro. Apenas 1 ponto em 3 jogos. É muito pouco pelo time qe tem. Rafael Moura fez os 2 gols do Fluminense e garantiu a vitória do tricolor carioca, que vem bem no campeonato até o momento.

Palmeiras 1 x 0 Atlético-PR
Continua a sequência do Palmeiras de ganhar mesmo não jogando tão bem. Vai pontuando e se posicionando na parte de cima da tabela. Um gol foi suficiente para vencer o péssimo time do Atlético, que ainda não fez gols no campeonato. O único gol marcado foi contra, o que não é bom de ficar lembrando.

Figueirense 2 x 0 Atlético-GO
O jogo das 21 horas de sábado deu sono. Primeiro tempo horrível, sem melhores momentos. Segundo tempo igual, até que o zagueiro do Atlético falhou e o Figueirense abriu o placar, decidindo o jogo. O Atlético jogou pra empatar e perdeu. As vitórias em casa mantém o Figueirense numa posição confortável na tabela.

Flamengo 1 x 1 Corinthians
A despedida de Petkovic foi o melhor fato do jogo. O gol de falta de Renato deu números finais ao placar. Empate fora de casa é bom e o Corinthians se mantém invicto. Flamengo também ainda não perdeu. Dois times que podem ficar na parte de cima da tabela até o fim.

Grêmio 2 x 0 Bahia
Jogo tranquilo para o Grêmio. Bahia fez um primeiro tempo muito ruim e o tricolor gaúcho aproveitou e com dois gols de Viçosa garantiu a vitória. São 6 pontos em 3 jogos. Mais do que eu estava esperando. Bahia tem que começar a vencer em casa. Depender de Carlos Alberto e Jobson não é a melhor saída.

Coritiba 5 x 1 Vasco
Uma goleada que veio em boa hora para melhorar o ânimo do Coritiba para a final da Copa do Brasil. Não adiantou muito, visto que o Vasco foi campeão. Pelo menos a vitória serviu para o Coritiba melhorar no campeonato. O Vasco já tinha 6 pontos e a derrota não era algo anormal. A surpresa ficou por conta dos cinco gols.

América-MG 2 x 4 Internacional
O jogo foi em Mato Grosso do Sul e a torcida do Internacional era maioria. Com Oscar finalmente de titular, o Inter não teve dificuldades para vencer o fraco time do América-MG. O time mineiro já se encontra na parte debaixo da tabela. Vai perambular por ali no resto do campeonato.

Santos 3 x 1 Avaí
O Avaí não se acerta. Junto com o Atlético-PR, é o único time sem pontos. Mesmo contra o time misto do Santos, o Avaí não teve chances. Jogadores e técnico saindo e novos chegando. Ainda há tempo, mas as perspectivas do Avaí não são as melhores.

Atlético-MG 0 x 1 São Paulo
Jogo da quarta-feira, adiado por causa da tv. Não vi. Optei pelo filme do X-Men e pela final da Copa do Brasil. Era o duelo de dois times 100% no campeonato. O São Paulo venceu e agora é o único que venceu todos os jogos no campeonato. A derrota em casa é ruim para o Galo, mas o time ainda se mantém bem na tabela, com 6 pontos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O tombo celular

Venho adentrando a madrugada para escrever um fato engraçado que me aconteceu. Era pra escrever antes, mas o TCC e o prazo de entrega se aproximando me deixam um pouco sem tempo. Tenho que escrever o TCC quando não estou com sono. Quando o sono chega, paro e vou dormir. Ou venho pro blog digitar algumas palavras. Hoje resolvi vir pra cá e a história é essa que está nos parágrafos abaixo.

Estava eu saindo do trabalho, como todos os dias acontece. Da porta da recepção até a calçada há alguns degraus, uns 9 ou 10. Como de praxe, estava lendo o Twitter no iPhone, olhos só no telefone, e em nenhum outro lugar. Nunca tive problemas em descer a escadaria ao mesmo tempo em que usava o telefone. Sempre foi um procedimento normal, quase automático, à prova de erros.

No entanto, nesse dia algo diferente aconteceu. Por algum motivo, errei na conta dos degraus e fui ao chão, DE QUATRO, de uma forma vexatória e humilhante. Ralei os dois joelhos, quase torci o pé direito, mas, em um lance de rara agilidade, protegi o iPhone e ele não sofreu nenhum arranhão, que é o mais importante. Nas minhas contas, três pessoas viram, todas elas minhas conhecidas.

É um pouco vergonhoso, admito, mas me sinto menos mal assim. Sei que isso vai render para o resto de toda a eternidade brincadeiras e risos. Normal. Eu faria isso com os outros. Que façam comigo também. Relembrando instantes anteriores à queda, achei que estava no último degrau antes do chão e fui com o pé meio mole, com a certeza de que estaria na calçada. A certeza, a confiança, elas me traíram.

Isso que dá ficar olhando pro celular enquanto anda na rua ou desce escadas. Bem feito pra mim. Entretanto, esse tombo não mudará minha maneira de agir. Logo depois de cair, já estava indo pra casa, pela calçada, celular na mão, e lendo as últimas notícias do Twitter. Acidentes acontecem. Espero que desse tipo não mais. Plasticamente, foi um tombo bonito. Queria eu que tivessem gravado. Guardaria o vídeo para sempre e ainda mandaria pro Faustão. Vai ficar na memória de quem viu. E na minha também.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Campeonato Brasileiro 2ª Rodada

No sábado, consegui ver todos os jogos. Controle remoto é útil, mesmo que não me permita ver os jogos com a atenção necessária. Domingo, fui à Curitiba e só vi o jogo do Grêmio. Pouco me importando com o fato de ter visto só 5 dos 10 jogos da rodada, aí vão minhas opiniões resumidas sobre todas as partidas da 2ª rodada do Brasileirão.

Botafogo 1 x 0 Santos
Jogo ruim, jogo feio. Time reserva do Santos. Botafogo completo fez o gol que garantiu a vitória no primeiro tempo, mas não garantiu uma melhora no futebol apresentado.

Internacional 0 x 1 Ceará
Inter completo continua sem padrão de jogo. Falcão não se encontrou e o time tá perdido. Bom pro Ceará, que venceu o jogo num escanteio. Gol de Iarley, ídolo do Inter.

Avaí 1 x 3 Atlético-MG
O Avaí não joga bem faz tempo. Bola aérea é um perigo. O Atlético-MG aproveitou e fez seus gols assim. Avaí não tem poder de reação e faz um péssimo início de campeonato. A lanterna diz tudo.

São Paulo 1 x 0 Figueirense
O time paulista é rápido, mas pouco objetivo. Figueirense jogou pra empatar, se defendendo bastante e atacando quando dava, sem fazer muita questão. Nos acréscimo, desatenção do Figueirense e Lucas decidiu o jogo, contando com a ajuda do goleiro Wilson.

Corinthians 2 x 1 Coritiba
Um gol no começo e outro no final, salvando o Corinthians do empate. Coritiba perdeu dois jogos. Final da Copa do Brasil atrapalha o time paranense. Esses pontos, com título ou não, vão fazer falta no final.

Bahia 3 x 3 Flamengo
O melhor jogo da rodada? Não sei, mas pelos seis gols parece. Se tivesse que escolher um jogo pra ter visto, escolheria esse. Bahia tem 1 ponto e precisa vencer, pelo menos, em casa. O rebaixamento é ameaça constante. Flamengo começa melhor do que eu esperava.

Atlético-PR 0 x 1 Grêmio
Sem Victor e a sorte, o Grêmio perderia o jogo. É fato. Foram 45 minutos finais muito tensos, levando pressão de um time muito ruim. Falando no Atlético-PR, o estádio é muito bom, falta apenas time e torcida. Paulo Baier é ídolo no Atlético-PR. Por aí dá pra se medir o nível do time. 0 pontos em 2 jogos. O Grêmio tem que pontuar, do jeito que for, até ter seus reforços e jogadores lesionados em condições de jogo.

Cruzeiro 1 x 1 Palmeiras
Achei que o Cruzeiro venceria. Não venceu e o Palmeiras já tem 4 pontos. Pode repetir o que fez no Campeonato Paulista, quando não jogava bem, mas pontuava. Terminou em 2º na parte dos pontos corridos.

Vasco 3 x 0 América-MG
O Vasco, diferentemente do Coritiba, venceu os dois jogos, mesmo com a final do Copa do Brasil. Segue na direção contrária do Coxa. Pontos fundamentais e desempenho acima do Vasco dos últimos anos. América-MG vai cair, tenho certeza.

Atlético-GO 0 x 1 Fluminense
O time de Goiás vai brigar contra o rebaixamento. Todo ponto é importante, mais ainda se for contra times que são candidatos a cair. Não sei o que o Fluminense vai fazer. Tem time pra ficar na parte de cima da tabela.

Na próxima rodada, pretendo fazer essas análises resumidas de novo. Vou tentar acompanhar todos os jogos, nem que veja só os gols, melhores momentos e algumas análises da partida. Deve funcionar. Terei a resposta semana que vem.

sábado, 28 de maio de 2011

Vamos todos à Curitiba

Sem muito a dizer, só comunicar o que é um fato inadiável. Amanhã, o Grêmio joga contra o Atlético-PR, em Curitiba. Adivinha pra onde eu vou amanhã? Se você pensou Curitiba, acertou. Se o Grêmio joga perto de Floripa, vou quando é possível. Neste domingo vai ser. Espero que a bateria do iPhone não acabe antes do jogo começar, o que tem sido comum. Quero fotos, vídeos e twittar antes, durante e depois da partida.

Pelo time que vai jogar, principalmente o ataque capena, considero que uma vitória é fato quase impossível. O que pode amenizar é o time do Atlético-PR, que também nem está bem. Um empate, talvez? Me serviria. Melhor esperar o desenrolar do jogo e ver o que acontece. Vou tentar aproveitar o que der, tudo que for possível, já que a parte do jogo parece que vai ser a mais sofrida. Veremos. Curitiba, lá vou eu. Vamos Tricolor!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Vão e não voltem

Dentro de campo os resultados não tem sido muito favoráveis ao Grêmio. Fora de campo, várias lesões vem tornando impossível repetir a escalação, mesmo sendo um só jogo por semana. A semana poderia ser péssima, mas no meio dessas lesões todas apareceram contratações e dispensas. Sábado anunciaram o atacante Miralles, que se machucou jogando no Chile (o azar do Grêmio com as lesões não tem fim), e Gilberto Silva, aquele da seleção e do Atlético-MG, foi anunciado na segunda.

Contratações, a príncipio, boas. Espero que no campo apresentem resultado. Ainda há a perspectiva de novos reforços. Tomara que venha. Pena que o Grêmio esperou ser eliminado da Libertadores e perder o Gauchão pra ver que o grupo de jogadores era insuficiente. Muitos jogadores medianos no elenco. Desde quinta-feira, no entanto, o Grêmio se viu livre de dois desses jogadores que só atrapalharam o time. Gilson, o lateral-esquerdo mais detestado do Olímpico, foi emprestado para o América-MG.

No final da tarde de sexta-feira, outra boa notícia: Carlos Alberto foi pro Bahia. A felicidade da quinta-feira só aumentou. Torcidas do América-MG e Bahia é que não devem estar muito contentes. O que vem de encontro a essa felicidade são as lesões. Por causa delas, o ataque do Grêmio será formado, na melhor das hipóteses, por LINS e Viçosa. Se o Viçosa não se recuperar a tempo, vamos de LINS e ROBERSON. O ataque inexiste. Menos mal que Gilson e Carlos Alberto foram embora. Até nunca mais!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Copa do Brasil

A quarta-feira chega e traz junto consigo mais uma noite de futebol. Libertadores e Copa do Brasil, sendo a última no jogo decisivo da semifinal, que vai decidir os finalistas. Aí você olha as semifinais da Copa do Brasil e vê os times que nela estão: Avaí, Ceará, Coritiba e Vasco. Depois, percebe que um desses times, obrigatoriamente, vai estar na Libertadores de 2012. Ou seja, eliminação certa na primeira fase. Exceto pelo Vasco, nenhum dos outros três times tem tradição para ir longe na competição. Se não me engano, nunca nenhum deles jogou a Libertadores.

Pode-se argumentar que este ano times tradicionais brasileiro foram eliminados todos nas oitavas. Sim, é verdade, mas a chance disso acontecer todo ano é menor. Duvido que se repita nas próximas edições. Mesmo o Vasco, que tem tradição, tá capenga e não empolga ninguém. No entanto, querendo ou não, estes times tem seus méritos. Os grandes ficaram no caminho e transformaram essa edição da Copa do Brasil na mais fácil em muito tempo. Nenhum dos quatro times é melhor do que o outro. O nível é praticamente o mesmo. Ninguém se destaca.

Quem for campeão, será com justiça. Só não pode se empolgar e achar que é o melhor time do mundo. Não é. Só o mata-mata permite que times sem expressão ou que não tem grandes elencos cheguem às fases decisivas. Até por isso, a Copa do Brasil é legal. Todo mundo torceu por Ceará, Coritiba e Avaí se classificarem, menos, é claro, os torcedores de Flamengo, Palmeiras e São Paulo, respectivamente. Se não for o seu time envolvido, o que interessa é ver os pequenos ganhando dos grandes. Aconteceu bastante na Copa do Brasil 2011.

Alguém pode lamentar a falta de grandes clubes na semifinal e final, mas é sempre legal ver os times menores se superando e conseguindo a classificação, improvável antes da bola rolar. Tudo pode acontecer, mas meus palpites são de que Avaí e Coritiba farão a final da Copa do Brasil. E, na final, o Coritiba será campeão. Posso errar o palpite, mas uma coisa é certa: a Copa do Brasil terá um campeão inédito. Vasco e Ceará já disputaram a final e perderam. Avaí e Coritiba nem isso. Uma torcida vai comemorar. Palpites à parte, espero que os jogos finais sejam bons de assistir. Futebol é lindo. Aprecie sem moderação.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Classificados

O que tenho pra escrever vou deixar pra escrever amanhã. Hoje vai ficar assim, vazio. Pra não ficar tão sem nada, vou aproveitar a falta de texto pra informar que estou vendendo minha guitarra. É uma Guitarra Squier Strat by Fender California Series. Muito pouco uso. Muito pouco mesmo. Preço totalmente convidativo. Se contentem com essa única foto que tenho dela. O tal do TCC chama por mim. Vou dar atenção a ele, sem deixar de lado Paraná x Portuguesa, que tá passando na tv, pela Série B. Amanhã, quase com certeza, tem coisa melhor no blog.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Bem no meio do olho

As lentes de contato foram boas enquanto duraram. O prazo delas era de um ano. Usei por quase dois. Fazia um mês que não as usava mais. Não havia mais condição. Chegou no ponto em que a sujeira grudou nela, não saía mais. Quem sofria era o meu olho. Parecia que sempre tinha alguma coisa incomodando. De fato, tinha. Um oftalmologista se fazia imperativo. Precisava saber como andava a minha miopia e queria encomendar lentes novos.

Certos procedimentos do consultório, da clínica, me deixam agoniados, me incomodar. Por exemplo, aquela maquininha que assopra no teu olho. Coisa desagradável. Não bastasse fazer uma vez, repetem. Aí, no consultório, o oftalmologista coloca uma luz no meu olho, pede pra eu olhar pra baixo e ENFIA UM COTONETE NELE. Não gostei. Meu olho não gostou. Aliás, se nesse olho de cima um cotonete causa desconforto, imagina no olho que fica mais embaixo. Melhor nem imaginar.

Voltando ao olho de cima, que é o foco do texto. Depois de tentar ler as letras míudas sem sucesso, míope que sou, as lentes mágicas do consultório fizeram tudo ficar mais nítido. Foi constatado que continuo o mesmo míope de sempre. Cinco graus em cada olho e segue a vida. Com lentes de contato ou óculos, já que sem nenhum dos dois sou praticamente cego. A nova lente vai chegar nos próximos dias. Tudo voltará a ser como antes, com lentes durante o dia e óculos à noite, em casa.

domingo, 22 de maio de 2011

Rotina que incomoda

Vai chegar um dia, espero muito que sim, que vou chegar no blog e escrever sobre um grande título do Grêmio. Ou, quem sabe, sonhando alto, duas boas partidas consecutivas. Hoje foi mais um dia ruim. Derrota para o Corinthians, em casa, na estreia do Brasileiro. Não quero me alongar muito. Pra começar, o time titular do Grêmio não é ruim. O problema maior é o banco, ou falta dele. Quando jogadores estão mal, em um elenco mais qualificado, jogadores do banco podem melhorar essa situação. No Grêmio de hoje não. O time tá mal e quem entra pra mudar o jogo é o LINS. Lógico que não vai dar certo.

Podem culpar o Renato, mas a culpa não pode ser toda dele. Repetir o feito do ano passado é bem difícil, mas também não precisava começar tão mal o campeonato. O time não era dos melhores, mas, completo, obteve bons resultados ano passado. Este ano, alguns jogadores saíram, a reposição não foi à altura e a qualidade, que não era expecional, caiu. As lesões atrapalharam bastante. Muitas mudanças e falta de jogadores não deram nenhum padrão para a equipe. Agora estamos assim. Temos um time titular razoável, que não pode pensar em ter jogadores atuando mal.

Era um jogo pra terminar empatado em 0 a 0. Aí o Grêmio inventou de sair na frente do placar e, logicamente, levou a virada. Era óbvio. O Grêmio não sabe administrar a vantagem. Sente quando leva o gol. Reforços virão, estão chegando. A maioria entra só na janela de agosto. Mal sinal para o Tricolor. Uma antecipação da janela viria em boa hora. Enquanto isso, com esse time mesmo, o Grêmio precisa pontuar. Se for pra ganhar o jogo, que faça o gol aos 45 do segundo tempo, pra não dar tempo do adversário empatar e virar. Começo nada animador de Brasileirão, mas olhe a tabela pelo lado positivo: o Grêmio está fora da zona do rebaixamento e talvez acabe a rodada na honrosa 12ª posição.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Vem aí o Campeonato Brasileiro

Quem gosta de futebol sabe. Amanhã começa ou Campeonato Brasileiro. Hoje começou a série B. Vou focar na série A. Deixarei por aqui meus palpites do que pode acontecer no campeonato, de forma simples. Tem time demais em cada grupo. Muito candidato pra pouca vaga. Resta saber o desempenho deles no campeonato e qual grupo ocuparão. Cada grupo está em ordem alfabética, antes que alguém possa pensar em reclamar da posição em que o time se encontra.

Título
Cruzeiro
Internacional
Santos

Libertadores
Corinthians
Flamengo
Fluminense
Grêmio (se tudo der certo)
São Paulo

Sul-Americana
Atlético-MG
Atlético-PR
Botafogo
Ceará
Coritiba
Palmeiras
Vasco

Rebaixamento
América-MG
Atlético-GO
Avaí
Bahia
Figueirense

É mais ou menos por aí. Eventualmente, um time pode mudar de um grupo pro outro, subir ou descer. Acho pouco provável que um time pule 2 grupos. Pode acontecer, sempre tem um time que surpreende, seja positiva ou negativamente. A janela de transferências e as lesões podem causar mudanças também. No geral, pelo que eu vi este ano, a situação vai ser essa. No final do turno e no final do campeonato resgato este post pra ver se meus palpites foram razoáveis.

domingo, 15 de maio de 2011

O pior é que pode piorar

O pior é que isso tudo dá um desânimo. A vida continua, o que é bom, pois permite que novos fatos aconteçam. Espero que um desses fatos seja algum título pro Grêmio. Este ano ainda? Seria quase surreal, mas muito bom. A semana começa ruim e ainda tenho que fazer uma parte do TCC. Tô meio atrasado e preciso terminar o que falta e corrigir alguns trechos pra mostrar pra orientadora.

Tenho que fazer tudo até quarta-feira. Como? Ainda não sei. De acordo com meus planos, preciso treinar e fazer o TCC. Seria simples se não tivesse que trabalhar. O trabalho prejudica os outros dois. Se corro, fico cansado e o TCC não rende. Se não corro, fico fazendo o TCC e não rende igual. Esta semana precisa ser diferente. Treino, TCC e trabalho. Pelo menos os dois primeiros precisam funcionar.

A proximidade certa deu em nada

Olha isso: "o título está muito bem encaminhado. Não quer dizer que está garantido, mas só um desastre ou salto alto de grandes proporções pra tirar o bicampeonato do Grêmio. Tá quase lá, mas ainda não chegou". Eu escrevi essas palavras aqui, logo depois da primeira partida da final.

É certo que não foi salto alto, mas foi um desastre. E pode se dizer que foi de grandes proporções. O Grêmio chegou a estar vencendo no placar agregado por 4 a 2 e o Inter virou esse placar pra 5 a 4. O título não veio. O que ficou foi o meu post, mostrando que o Grêmio ficou no quase.

Comentários rápidos como uma tartaruga manca

Não tinha dúvidas de que o Grêmio seria campeão, mesmo sabendo que o futebol é um negócio totalmente imprevisível.

Depois do gol do Lúcio tive a certeza do título.

Quando o Inter fez o segundo gol não consegui mais ficar tranquilo.

O terceiro gol me deixou totalmente desesperançoso.

O erro de Renan e os pênaltis deram novo fôlego e aumentaram meu nervosismo.

Tem coisas que não mudam no futebol. O cara ruim, que erra sempre, é o herói dos pênaltis, tal como foi o Renan.

Victor foi muito bem nos pênaltis, mas Renan foi melhor. Continuo tendo medo quando ele joga GRE-nal. Parece que atrai falhas.

Não consigo não pensar, não falar, não escrever sobre futebol. É o que eu mais gosto, mesmo que o meu time não consiga ganhar nenhum título decente há 10 anos.

O sentimento nunca se termina, mas ele sobrevive mais pelo meu amor do que pelo que o Grêmio tem feito. Sigo torcendo. O Grêmio é tudo e isso não vai mudar.

O maior clássico do mundo é o GRE-nal. Quem discorda está errado. Lamento.

Futebol é lindo demais. Se você não gosta, azar o seu.

Nem tudo é como a gente quer

Só pra não dizer que não disse nada. O Grêmio jogou melhor o primeiro jogo da final. Jogou melhor também o segundo. Ganhou um por 3 a 2 e perdeu outro por 3 a 2. Teve diversas chances e não matou o jogo. Nos pênaltis, perdeu o título do estadual pro maior rival. Estadual só é bom quando você vence. Perder é ruim, mas o Grêmio conseguiu potencializar no maior grau a derrota. Fez 3 a 2 fora de casa, em casa fez 1 a 0, levou a virada de 3 a 1, achou o segundo gol e perdeu nos pênaltis. O título estadual mais ganho dos últimos anos foi perdido.

A culpa nem é tanto do Renato. O time era aquele mesmo. O que falta é mais opção pro banco. No Inter entraram Oscar e Zé Roberto. No Grêmio entraram Lins e Willian Magrão. Borges, quase dispensado, fez o gol que deu sobrevida ao Grêmio, evitando um fracasso maior. Perder nos pênaltis foi menos pior do que perder na partida, mas foi muito mais angustiante. A pior forma de se perder uma final é essa: com a vantagem, contra o seu rival, em casa e nos pênaltis. O time titular do Grêmio é razoável. Faltam peças de reposição. E saber aproveitar melhor um resultado que lhe é favorável.

Os primeiros 25 minutos do Grêmio foram expecionais. Quem viu só essa parte do jogo vai se assustar com o resultado final. Não havia sinal algum que o Tricolor perderia o título. Levar a virada era impensável. Depois do começo excelente, o time caiu e levou um, dois, três gols. O rebaixamento assusta. Talvez esteja sendo muito pessimista, mas o Grêmio não me dá esperança. Conseguiu se complicar em todas as situações este ano. Mais jogadores de qualidade são necessários para melhorar o time. Quero algo no Brasileirão, além de não cair. Grêmio, eu faço a minha parte, faz a tua! Vamos Tricolor!

sábado, 14 de maio de 2011

Show

Haverá um show do Jack Johnson em Florianópolis dia 3 de junho, uma sexta-feira. Comprei o ingresso na semana que começaram as vendas, lá em abril, antes do feriado de Tiradentes. Meia-entrada, logicamente. E mesmo a meia-entrada não estava com um preço muito convidativo. Comprei por 80 reais. O preço original era 70, mas cheguei e já estava no segundo lote. Ou seja, muita gente não tem nada pra fazer durante a tarde.

Sim, porque a meia-entrada só estava sendo vendida no local do show e em horário comercial. Dei um jeito de sair mais cedo do trabalho pra comprar pela metade do preço. Cheguei lá e tinha fila, além de já estar no segundo lote. Ou o pessoal é muito desocupado, sem emprego, sem aula, ou eles deram um jeito, assim como eu fiz, de ir no local do show. Quase não tive os 80 reais. Sorte que tinha dinheiro de uma corrida e pude completar.

O bom de comprar em abril o ingresso de um show que vai acontecer em junho é que, às vezes, esqueço que vai ter o show. Esqueço até que o ingresso tá na gaveta. Mais de 30 dias entre a compra do ingresso e a realização do show. Pelo menos eu sei que tenho compromisso na noite de sexta-feira. Show do Jack Johnson é um baita motivo pra sair de casa.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

De graça até...

Eventos gratuitos são, na maioria dos casos, irrecusáveis. Não pagar nada é um convite muito tentador. Se o evento for um jogo de futebol, ao vivo, no estádio, dizer não é algo impensável. Não importa o jogo ou a competição. Se é futebol, tem que ir. Quem não vai ou declina o convite, lamento dizer, está totalmente errado. No meu caso, aceitei o convite. Jogo de futebol de graça não é todo dia. Lá vou eu. Jogo do dia: Avaí x São Paulo pela Copa do Brasil. Na torcida do São Paulo. Tem coisas que a gente só faz em família mesmo. Por causa da minha tia e do meu primo que torcem pro São Paulo, vamos na torcida visitante na Ressacada.

Nunca pensei que iria num jogo desses na torcida visitante, sendo que a torcida visitante não é a do Grêmio. Já fui em jogos do Avaí e Figueirense na torcida local, sempre sobra ingresso, é bem tranquilo. Torcida visitante de outro time que não seja o Grêmio é a primeira vez. Vou torcer, no máximo, pro jogo ter pênaltis. Do time dos outros é sempre bom. Verei o jogo tranquilamente, enquanto o resto da torcida grita, torce, comemora ou xinga. Vai ser bem interessante. O resultado do jogo é o que menos me importa. Vale é se divertir. De graça, vou em quase qualquer lugar, principalmente jogo de futebol no estádio. Convite irrecusável, vocês sabem, não se recusa.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Falta pouco para o título

Domingo passado, faz pouco tempo, teve mais um clássico GRE-nal. Ainda vai ter mais um domingo que vem. Depois de perder um título e ser eliminado da Libertadores, o mais certo e racional seria largar de torcer e fazer outra coisa na tarde de domingo. Mas não. Torcedor não abandona o time. Com tudo dando errado, ele nutre esperança de que naquele dia vai mudar, mesmo que a chance seja mínima. No caso do Grêmio foi mais ou menos isso. Só não foi totalmente porque o time não tava tão ruim. Teve problemas de jogadores lesionados e algumas decisões equivocadas do Renato. Nada que não pudesse ser corrigido. Uma hora tinha ser, infelizmente foi depois da eliminação na Libertadores.

O Grêmio mudou. A escalação inicial era o que se esperava a algum tempo. Exceto pelo Gilson. Nunca vou entender ele de titular. Ele é ruim demais. Além disso, tem azar. Acho até que a ruindade dele atrai o azar. Só pode ser isso. Nada mais explica o segundo gol do Inter, que desviou nele antes de entrar, quando o Inter estava totalmente perdido no jogo. Tirando o Gilson, que nunca é retirado, a escalação do Grêmio trazia Escudero no meio e Leandro e Viçosa no ataque, com Borges no banco. A atual fase do Borges não justificaria sua presença no time titular. Fernando foi o outro volante do meio, mas teve um atuação um tanto quanto ruim. Se havia passe errado, em 90% dos casos era o Fernando. Com sequência de jogos, talvez ele melhora. Não pode mudar tanto o futebol dele da seleção sub-20 pro time do Grêmio.

Apesar de eu ter feito mais críticas que elogios até agora, o Grêmio jogou bem. Minhas críticas são as mesmas de sempre, basicamente. O Grêmio iniciou bem a partida e levou gol. Quando tava pior, empatou com Viçosa. Depois do empate dominou o jogo. Voltou do segundo tempo e, com menos de um minuto de segundo tempo, virou o jogo. Passe de Viçosa e gol de Leandro. Depois da virada, o Inter ficou perdido. Nada dava certo e o Grêmio não matava o jogo com o terceiro gol. A merda estava anunciada. Dito e feito. Numa bola aérea, Damião empatou. O empate era vitória pro Inter e derrota pro Grêmio. A esperança que surgiu pro Inter foi ceifada 5 minutos depois. Mais um gol de Viçosa, aproveitando a linha burra do time vermelho.

Foi uma partida em que o Grêmio foi melhor. É fato, não há dúvidas. Principalmente no segundo tempo. A primeira etapa ainda apresentou alguns bons momentos do Inter, que não aproveitou. Deficiência nas finalizações não é de hoje, nem de ontem. Faz tempo. O gol logo no começo do segundo tempo desestabilizou o Inter e o Grêmio não fez mais por incompetência. Ainda assim, saiu vencedor e leva uma grande vantagem para a partida de volta, final, no Olímpico. O título está muito bem encaminhado. Não quer dizer que está garantido, mas só um desastre ou salto alto de grandes proporções pra tirar o bicampeonato do Grêmio. Tá quase lá, mas ainda não chegou. Domingo que vem espero que o título se confirme. Se possível, com outra grande atuação do homem GRE-nal, VIÇOSA, e suas coberturas.

domingo, 8 de maio de 2011

Repelente

Sítio e eu não combinamos. A distância é o que melhor pode acontecer. Sítio, campo, mato e quaisquer outras coisas do gênero não me agradam. Hoje, contrariando minha vontade mais uma vez, fui ao dito sítio. Já começa ruim porque a estrada era de chão. Muito antes de chegar na estrada de chão, já não havia sinal de telefone. Internet nem pensar. Nem EDGE tinha. 3G era um sonho distante. Ficar longe do mundo, ouvindo Regional FM, é triste.

Bom, era dia das mães, a família estava quase toda reunida. Era impossível não ir. Em casos excepcionais posso achar ruim, mas não dá pra reclamar muito. Chegando lá, não vou negar que a paisagem era bonita, inclusive o pequeno riacho que passava ao lado. Realmente muito bonito. Parte ruim: muito mosquito. E aí ficou ruim. Pros mosquitos me evitarem tive que me encher de repelente. Nas pernas e nos braços. Fazia tempo que não usava repelente.

Hoje me lembrei porque o nome é repelente. O cheiro é insuportável. Nenhum mosquito aguenta. Nem eu me aguento. Repele mesmo. Qualquer tipo de ser vivo. Talvez até os mortos. O cheiro perdura. Cheguei em casa à noite e, mesmo depois de 8 horas da aplicação do mesmo, o cheiro se fazia presente. Bem desagradável. Tomei banho e parece que ainda sinto cheiro, embora um pouco menos. Pode ser paranóia. Sei lá. A saída é evitar o sítio e, consequentemente, o repelente.

Dia das mães

Feliz dia das mães pra quem é mãe. Se você ainda não é, não tem parabéns. Mãe é a melhor coisa que já inventaram. Feliz quem tem a sua por perto e por bastante tempo. A única coisa que não se pode fazer com a mãe é levá-la ao restaurante neste dia. Não pode. Só faz isso que não gosta da mãe. Filas intermináveis pra almoçar. Não me serve. Vamos no fim de semana anterior ou posterior. No dia, JAMAIS! Minha mãe não merece isso. Nada mais tenho a acrescentar. Parabéns pra todas as mães.

sábado, 7 de maio de 2011

1 real

Dia desses, sempre é num dia desses, fui tirar cópias, reprografias, e não Xerox, que é uma marca. Deu um certo valor exorbitante, que prefiro não citar aqui a fim de me preservar, já que revelar esses valores poderia comprometer minha segurança. Acho que escrever tudo isso meio que me compromete, mas todos sabem que é mentira. Sim, é verdade que é mentira. Valor exorbitante só das minhas dívidas, o que é uma pena.

Continuando, paguei as cópias e, na hora do troco, o funcionário me deu 1 real a mais. E não percebeu. Eu percebi. O que fiz? Logicamente devolvi o 1 real. Não sei se o funcionário ficou feliz ou surpreso, mas a reação dele foi legal. Penso assim: não é meu, não posso pegar. Faz sentido, não faz? Talvez se o valor fosse muito maior pudesse ser diferente. Vai saber. Errar o troco em 1 milhão seria o grande deste.

Falando de 1 real, nesse mesmo dia passei na padaria. Comprei um Kinder Ovo. Posso dizer também que me assaltaram. 3,25 por um Kinder Ovo é absurdo total. Só fiz isso pra me livrar das moedas, que estavam pesando na carteira. Só pra dizer: no meu tempo de criança, e ainda não faz tanto tempo assim, o Kinder Ovo era 1 real. Tudo acaba em 1 real, às vezes pro bem, outras pro mal.

Jesus marido de aluguel

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Poxa, que Coxa

Vejo os jogos de futebol possíveis. Se tenho tempo, estou na frente da tv. Já sabia das façanhas do Coritiba, do título paranaense invicto e da campanha expecional. Não vi nenhum jogo deles, mas lia na internet o que acontecia. Era algo de se admirar. Até meio inacreditável. Ficava pensando que no Campeonato Paranaense os times não estavam à altura e que não dava pra encher muito a bola do Coritiba.

Aí o tempo foi passando e o Coritiba foi empilhando vitórias atrás de vitórias. 21, 22, 23 e, ontem, 24 vitórias. Nem um empate sequer. Só vitórias. Um time que vence 24 partidas consecutivas tem que ser respeitado. Mesmo nesses estaduais de baixo nível, nenhum time dito grande ou com tradição consegue tantas vitórias. Chegar a 5 vitórias é muito, 10 é quase impossível. Logo, o feito do Coritiba é digno de registro. O time joga bem e não perde.

Ontem era o maior teste, ainda não definitivo, mas um grande teste. O Palmeiras, de Felipão, pela Copa do Brasil, aparentava ser o mais difícil dos adversários do ano. Em 25 minutos o Coritiba destruiu essa expecativa. Terminou o primeiro tempo vencendo por 3 a 0. Acabou a partida com grandiosos 6 a 0. Humilhou o Palmeiras. Podia ser muito mais. O Coritiba jogou talvez a sua melhor partida na temporada. Ou, pelo menos, a melhor que passou pra todo o Brasil.

Desde o final do jogo, não é um bom momento pra ser palmeirense. O time foi totalmente envolvido pelo Coritiba. O quinto e sexto gol foram vergonhosos. Defesa do Palmeiras deixou o jogador sozinho pra marcar. Não sei onde o Coritiba vai chegar, nem acho que vai muito longe no Brasileiro, mas essa sequência pode render bons frutos na Copa do Brasil e ainda servir pra impulsionar um bom começo no Brasileiro, se livrando de qualquer risco de repetir 2009. Por enquanto, ninguém consegue segurar, nem vencer, o Coritiba.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O improvável é improvável

Me obriguei a vir aqui escrever sobre a já esperada eliminação do Grêmio na Libertadores. O sofrível jogo no Olímpico foi o sinal de que ia ser muito difícil, quase impossível. Eu acreditava. E fiquei acreditando até o Universidad Católica abrir o placar perto dos 40 minutos. Sabia que a situação era das piores possíveis. Time desorganizado, desfalques, jogando fora de casa. Nenhum sinal de que daria certo.

Por que, então, acreditar? Torcedor tem disso. Ele sempre acha que pode dar, mesmo quando sabe que não vai acontecer. Ontem foi um dia assim. Não queria lógica. O jogo começou e a realidade foi aparecendo. Desfalques demais e uma atuação não mais do que razoável não foram suficientes. Aliás, o Grêmio até nem foi tão mal fora de casa. O que atrapalhou foi o jogo em Porto Alegre.

Os sinais apareceram e o Grêmio não teve como mudar. Quando podia, não mudou. No Chile, nada podia ser mudado. Não completou nem o banco de reservas. Faltaram opções, fruto do mal planejamento do começo da temporada. No mata-mata até podia ser diferente, mas as várias lesões trataram de dizimar qualquer esperança que houvesse no mata-mata.

Como em 2009, 2011 não se configura como uma Libertadores difícil. O Grêmio que se complicou de novo. Tropeça em si e, principalmente, nos adversários. Sabidamente, ganhar a Libertadores não é fácil. Ter um grupo com várias opções, e de qualidade, pode ajudar nesse objetivo. Ajuda, mas não decide, como o dia de ontem mostrou. Cruzeiro, Inter e Fluminense tem bons jogadores, mais opções que o Grêmio, e todos caíram nas oitavas. A imagem do post, do globoesporte.com, resume a situação.

Podia falar dos vexames dos outros times, mas já falaram bastante em outros sites. Inclusive, o Impedimento avisou que o Once Caldas eliminaria o Cruzeiro. E assim aconteceu. Vexame do time mineiro, do Inter, que tornou a noite menos pior, e Fluminense. O lado positivo de todas essas eliminações é que o Grêmio era o único que já estava fora desde a semana passada. Passou vergonha uma semana antes.

Sobrou para o Grêmio o Campeonato Gaúcho, único título possível no primeiro semestre de 2011. Vai ser o GRE-nal do medo nos dois próximos domingos. Ambos os times vem de eliminações um tanto quanto vergonhosas na Libertadores. O pavor é tanto que apostaria em dois empates em 0 a 0, com os times tendo dificuldades para converter os pênaltis. O GRE-nal do século na Libertadores virou o GRE-nal do desânimo no Gauchão. Talvez o título estadual sirva só pra dizer que o rival não venceu.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Os pênaltis

O melhor momento de uma partida de futebol é a disputa de pênaltis, que são sempre bem-vindos, desde que, é claro, o seu time não esteja envolvido. No GRE-nal de ontem não foi bem o que aconteceu. Ver os pênaltis do seu time é muito angustiante. O alívo só vem no momento de uma possível vitória. Nem sempre é possível. Ontem, foi assim. Pior do que perder nos pênaltis, é perder pro seu rival nos pênaltis, e ainda sendo uma final que decide o turno. Pra ser pior do que tudo isso, só se fosse a final de fato.

O momento que antecede o início das cobranças é de tensão e esperança. No caso específico do GRE-nal, Borges conseguiu chutar pra bem longe a esperança gremista. Depois que o jogador do teu time erra o primeiro pênalti não dá pra acreditar que a vitória virá. Resta torcer pro adversário errar. Ele não erra. Um gol de desvantagem é ruim. Pode ficar pior, sempre pode ficar pior. Fernando chutou e Renan defendeu. Sentimento de que acabou. O segundo pênalti convertido pelo adversário confirma que a derrota está próxima. Só um milagre pra salvar.

Perder faz parte. Tem dias que aparece um Borges e acaba com qualquer chance. O que me incomoda é o cara do teu lado falar que esse vai errar, não boto fé nesse outro, aquele é canhoto, vai errar. Porra! Não acredito em energia negativa e nem nessas outras coisas, mas irrita bastante. Aí o jogador vai e erra. Pra que, né? O indivíduo fica dizendo que avisou antes. Até sou adepto, às vezes, do esperar pelo pior, torcendo pelo melhor, mas tem limite. Esses comentários não ajudam muito a aliviar a tensão dos pênaltis. Resumindo e acabando, pênalti no dos outros é refresco.

domingo, 1 de maio de 2011

Eu achei que ia dar

Hoje, domingo, teve GRE-nal, o maior clássico do mundo. Quem discorda está errado. Decisão da Taça Farroupilha. Grêmio ganhando, Grêmio campeão gaúcho. Inter ganhando, mais dois GRE-nais. Aconteceu a segunda hipótese, da pior maneira possível para um torcedor, e teremos mais dois clássicos. Final de GRE-nal decidida nos pênaltis é o maior teste que pode haver para a minha já debilitada saúde.

Sobre o jogo. O Grêmio entrou pra não perder. Não consigo entender um treinador começar a partida com três zagueiros e três volantes. Quem faz isso não pode querer vencer ou jogar bem. Pode até dar certo, mas acontece uma vez na vida, é bem raro. Renato fez isso e o Grêmio não jogou nada, nada. O Inter dominou a partida e conseguiu abrir o placar no primeiro tempo. Podem falar o que quiser, mas achei falta no zagueiro do Grêmio. A vitória do Inter era merecida, mas podia ser com um gol legal.

Sorte do Renato que Willian Magrão se machucou e ele consertou um pouco da cagada do início do jogo. Leandro entrou com 30 minutos de atraso. Ele não pode ficar no banco. A lesão do Magrão tratou de corrigir isso. Pra piorar um pouco mais, Gabriel saiu machucado. Gilson conseguiu errar tudo na lateral esquerda, como sempre. Isso nem deveria mais ser destaque. Não sei por que ele continua jogando.

Alterações feitas, segundo tempo começou e nada do Grêmio melhorar. Um pouco mais de sorte pro Grêmio: Guiñazu, enlouquecido em todas as partidas, conseguiu ser expulso em um jogo totalmente controlado. Com um a mais, não teve como o Grêmio continuar sendo dominado. A pressão aumentou, assim como o número de atacantes. Na base da pressão, chutão pra frente, escanteios e bolas paradas, o Grêmio achou seu gol aos 41 do segundo tempo com Júnior Viçosa, de luvas.

Êxtase e alguma esperança de fazer o segundo gol e definir o Gauchão sem pênaltis. Não deu e nos pênaltis foi um desastre. Borges chutou a bola lá na puta que pariu. Inadmissível uma cobrança como a dele. Renan ainda defendeu o chute de Fernando, o segundo da série, e só um milagre ou Victor salvaria. Dessa vez o Grêmio tinha Marcelo Grohe no gol. Lógico que não ia dar certo. A felicidade de empatar aos 41 do segundo tempo é inversamente proporcional a de perder nos pênaltis logo em seguida.

O Grêmio poderia ter sido campeão. Foi incompetente na disputa de pênaltis. Mesmo assim, a atuação foi pavorosa. Fico preocupado com o jogo do chile. Jogando contra 11 o time teve muitas dificuldades. Contra 10 não foi muito fácil, mas só atacando, sem precisar defender, o gol saiu. O Grêmio precisa de 2 gols no Chile. O histórico de partidas tricolor não anima. Acho difícil, mas acredito. Prefiro sem três zagueiros. Três volantes, dependendo da situação, até são toleráveis. Sem Borges parece que o ataque vai melhorar. Quarta-feira é o jogo mais importante do ano. Vamos Tricolor!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Na Libertadores, só querer não adianta

A viagem em si vai ser contada em outro post. Sobre o jogo, sucintamente, se é que vou conseguir. O Grêmio, o Renato, os jogadores chamaram a torcida. Precisavam do apoio da massa tricolor. Horário ingrato, 19:30 em Porto Alegre e trânsito caótico. Mesmo assim, 35 mil pessoas mandaram o chefe se danar, eu inclusive. Não exatamente nestas palavras, mas o que importa é sair de Floripa pra ver o Grêmio jogar.

Depois de horas e horas, chego no Olímpico e não vejo nada. Posso até dizer que entendo, embora não aceite muito bem, que um time jogue mal, mereça perder e que o juiz seja um filho da puta desgraçado que não dá nenhuma falta. O que não entendo e não aceito de jeito nenhum é um jogador como o Borges, 30 anos, experiente, fazer a cagada de dar uma cotovelada no adversário em pleno mata-mata da Libertadores. A imagem não deixa bem claro o que ele fez, mas foi totalmente imprudente e isso já foi motivo suficiente pra expulsar.

Um time jogando mal, desorganizado, como em quase todos os jogos de 2011, tende a ficar cada vez pior com 10 em campo. Foi o que se viu. Os sinais, os avisos apareceram durante todo o ano, mas parece que não foram assimiliados. Gilson na lateral não dá. Se a zaga estivesse mal posicionada estaria bom, mas ela não está nem posicionada. Todo ataque e contra-ataque do adversário causa certo pavor na torcida. Ontem foi assim, dois gols em que o Pratto, indigesto, por sinal, ficou sozinho pra marcar.

Com o futebol jogado até agora, é bem difícil o Grêmio conseguir reverter a situação. Precisa fazer dois gols no Chile e não levar nenhum pra classificar. Essa parte é a mais complexa, já que o Grêmio leva, em média, um gol por jogo. Logo, o placar de 2 a 1 levaria pros pênaltis. Fazer dois gols fora de casa e vencer a partida não aconteceu ainda na Libertadores. Ou melhora e toma jeito de time copeiro que foi, ou que seja eliminado nas oitavas mesmo, pra não passar vergonha mais pra frente.

No jogo de ontem, o Grêmio não teve uma mísera chance de gol. Nenhum chute com perigo. O único que deu certo foi o gol do Douglas, que arriscou de fora da área, coisa que o time pouco faz. Fora o gol, nada mais, nada mesmo. Quem mais chegou perto foi o Universidad Católica. A torcida eu não tenho dúvidas que quer a COPA. Olímpico não tava lotado, mas tava bem cheio pro horário. Os jogadores e o Renato podem até querer, mas jogando assim não vai dar.

Mesmo jogando mal, perdendo, deixando quase nenhuma esperança, ainda acredito, um tanto quanto cético, é verdade, que é possível reverter o placar na Libertadores. O GRE-nal de domingo é só mais um ingrediente para aumentar a ansiedade e o nervosismo nessa semana decisiva. "E o Grêmio é um vício que eu não quero deixar, é uma loucura que jamais vou curar... deixo tudo só pra ir ver tu jogar". É mais ou menos por aí. Se não for assim, não é de jeito nenhum. Vamos Tricolor!

Viagem à Porto Alegre

Jogo de Libertadores, terça-feira, Grêmio x Universidad Católica em Porto Alegre. A intenção era tenetr uma excursão, que quase não saiu. Só ficou decidido que haveria excursão na noite de segunda-feira. O que fazer? Não tive dúvidas. Comprei o ingresso pela internet e já pensei no que fazer no dia seguinte no trabalho. Foi tudo de repente. Decidi trabalhar uma hora e faltar nas outras sete. Era por uma coisa maior.

Vão me chamar de louco ou o que for. Sair de Floripa, viajar quase 7 horas pra ver um jogo de futebol. Cada um com as suas loucuras. A van saiu com atraso, pouco depois do meio dia. Vou lhes dizer que viajar de van, com mais 15 pessoas, não é confortável. Um micro-ônibus seria mais adequado, mas em dia de semana não se encontram muitas pessoas disponíveis para fazer uma viagem dessa. O jeito foi usar a van mesmo.

Parecia que não ia dar tempo de chegar a tempo em Porto Alegre. Contra os prognósticos iniciais, a van andava numa velocidade muito interessante. Íamos chegar a tempo. Eis que aparece um posto da Polícia Rodoviária Federal. Eis que se descobre que a van não tinha documentação permitindo sair de Santa Catarina. Eis que o mundo parou por um instante, mas o tempo não. Deu merda. Das grandes. O tempo continuou passando. Ficamos 1 hora e meia parados até chegar um ônibus e ficar tudo certo.

A provável chegada no horário foi totalmente deixada de lado. Atrasou tudo. Pouco menos de 70 km nos separavam de Porto Alegre, mas o relógio já marcava 19 horas. O primeiro tempo estava perdido. Pra piorar, das 19 às 20 horas tem a Voz do Brasil e nem pelo rádio ouviríamos a primei.ra meia hora de jogo. Foi angustiante. Ainda bem que o trânsito não tava mais tão complicado. Chegamos aos 35, 40 minutos do primeiro tempo. Nesse momento, o Grêmio já tava em situação ruim na partida.

Porto Alegre, ontem, estava um tanto quanto fria. Adivinha quem não levou casaco e foi só de camisa e bermuda? Pois é. Pouco adiantou pular, cantar, gritar e xingar o juiz. Tava muito frio. Ficava pior quando o vento aparecia. O jogo, escrevi sobre isso, foi uma porcaria. A viagem, na volta, foi tranquila. Voltamos no mesmo ônibus, muito melhor e mais confortável pra dormir. Não que chegue perto da minha cama, mas supera em algumas vezes o conforto da van.

O jogo teve um resultado ruim, a ida teve seus problemas, mas faria isso quantas vezes fosse possível. Vontade nunca falta, falta é dinheiro e tempo. Até dormi na volta, o que amenizou um pouco do meu sono durante o dia. No entanto, a noite chegou e ele foi implacável. Mesmo com Libertadores na tv e TCC pra fazer, a única vontade verdadeira que tenho é dormir. Vou fazer o que tenho que fazer. A cama me lembra como é bom não dormir em bancos de ônibus.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Queremos a COPA!

É bem bom esse negócio de post programado. Nem sei onde vou estar no momento da publicação, mas uma coisa certa: o destino final é Porto Alegre, ver o Grêmio jogar. Depois, faço um post sobre isso e sobre o Mountain Do. Tem bastante coisa pra escrever aqui. Vai faltar tempo. Não tenho mais nada pra escrever. Só o que o título diz. Vamos TRICOLOR, queremos a COPA!

domingo, 24 de abril de 2011

Meia suja se lava em casa

O Mountain Do vai merecer um post especial, só dele. Em breve, talvez nesta semana. Sabe como são as coisas. Falta tempo, às vezes vontade. Vai sair, quando menos esperar, surpreendendo inclusive a mim. O assunto, breve, de hoje são as minhas meias. Usei um par delas quando fui fazer o último treino pro Mountain Do no Costão do Santinho. Trilha, areia e chuva acabaram com as meias. Ficaram imundas.

Era um par velho, não me senti tão mal em vê-lo totalmente inutilizável. No Mountain Do propriamente dito, usei um par de meias parecido e o resultado foi exatamente igual. Corri um outro percurso, mas a areia e a água pelas quais passei detonaram esse par também. Cheguei em casa e até pensei em lavá-las. No entanto, decidi jogar no lixo os dois pares de meias que não tinham mais utilidade.

Vale mais jogar no lixo do que passar trabalho lavando e desencardindo. Meia suja se lava em casa. Ou não. Depende muito da vontade do dono delas. A minha vontade inexistiu. Só estou esperando elas secarem pra jogar no lixo sem remorso algum. Elas, as minhas meias, fizeram bem o trabalho que lhes cabia. Cumpriram seu ciclo com sucesso. Hora de se retirar e dar lugar a outros pares de meia. Faz parte.

Feliz Páscoa

De fato, não lembrava que hoje, domingo, era Páscoa. O que me importa é o feriado. Neste caso, dois feriados. A Páscoa cai num domingo, impossível lembrar que ela existe se há dois feriados antes e Mountain Do no sábado. Só percebi ontem que hoje era Páscoa porque minha vó ligou perguntando onde seria o almoço de Páscoa.

Aí, neste momento, me dei conta que a Páscoa ainda nem tinha chegado. Esqueci completamente. De qualquer forma, pra quem acredita e acha que a Páscoa é um dia diferente, deixo aqui meu sinceros votos de que aproveite da melhor forma. Só não espere um dia específico, dito especial, pra prometer ou começar coisas novas. Quase nunca dá certo. Faça isso todo os dias. Feliz Páscoa!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Carne

Poderia pedir para alguém me explicar por que não se come carne na dita sexta-feira santa. Poderia. Mas a tal da tecnologia e o Google, com seus 400 milhões de resultados, me ajudaram a esclarecer as dúvidas que ainda tinha.

Li alguns sites, pra ter certeza da resposta. As explicações foram todas parecidas. Logo concluí que não é proibido comer carne, nem é obrigação comer peixe e não comer carne. No passado até foi assim, hoje existe só uma recomendação.

Recomendação essa que muita gente segue. E eu, que não acredito nessas coisas todas? Por anos fui prejudicado por viver em um ambiente que leva isso a sério. Churrasco e carne na sexta não pode, é pecado. Vamos comer peixe, camarão e qualquer outra coisa que não seja carne.

Ainda não tenho total liberdade pra comer carne. Afinal, é feriado e os restaurantes não abrem. Comida de graça só em casa e em casa tem essa frescura. Hoje, porém, será diferente. Meu almoço será macarrão com molho de carne moída. Vou comer sem nenhum sinal de pesar ou arrependimento.

Se alguém ler isso e ficar ofendido, não fique. Não perca seu tempo. Pessoas tem liberdade de acreditar ou não no que bem entenderem. Não acredito e pouco me importa. Respeito, eu acho, quem não come carne na sexta-feira santa e acredita nisso. Vou descongelar o molho. Cuidado com a espinha do peixe.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Os ovos da Páscoa

A Páscoa deve ter vários significados, talvez um seja mais importante do que outro. Procura no Wikipédia e você vai descobrir. Particularmente, a Páscoa me serve pelo feriado e por eventuais ovos de chocolate que ganho. Com o passar dos anos, quanto mais velho, menos ovos você ganha e nem acha tão ruim. A gente vai ficando velho e percebe que nem quer ganhar tanto chocolate.

Ganha um ovo, dois, nenhum, varia. Na verdade, pouco importa. Se eu quiser chocolate, vou no mercado e compro. Quando eu era mais novo, criança, era muito legal ganhar 46 ovos na Páscoa e ainda ter que procurá-los pela casa. A casa nem era grande e depois de 3 anos não havia mais lugares que eu não conhecesse. Esconder os ovos era mero protocolo que eu seguia pra achar os ovos bem contente e feliz.

Os supermercados devem ganhar bastante dinheiro com a venda dos ovos. Quem fabrica os ovos também. O preço aumenta a cada ano que passa. Inclusive o preço dos ovos quebrados, que entram em promoção tão logo se danificam. As crianças atuais querem mais o ovo por causa do brinquedo dentro do que por causa do chocolate. Eu só queria, única e exclusivamente, o chocolate. Tamanho 15 pra cima.

Neste ano, a Páscoa encontrou Tiradentes e o feriado ficou maior. Quinta e sexta-feira foram os dias privilegiados. Feriado desse jeito muito me agrada. Acho que tão cedo não vai acontecer novamente. Mesmo sendo feriado, vi alguns lugares abertos. Normal, a maioria dos ovos tem que ser desovados até domingo. Consumidores de última hora vão em peso aos mercados.

Falando em tanto chocolate, sabe quem mais sai ganhando na Páscoa? As empresas que fabricam papel higiênico. Essa é a minha teoria. Penso assim há algum tempo. Afinal, você se entope de chocolate, come, come, come, e pra onde vai todo esse chocolate? Essa resposta é fácil. O problema é que, em algum momento, cedo ou tarde, antes, durante ou depois da Páscoa, tudo que entrou tem que sair.

A Páscoa potencializa isso. Haja papel higiênico. Sempre estive preparado em anos anteriores. Prepare-se também. Negócios são negócios. Fabricam milhões de ovos de chocolate, vendem milhões desses ovos e, consequentemente, vendem rolos e rolos de papel. Talvez o efeito não seja tão imediato, mas existe. Alguém compra ovos, alguém come e alguém vai precisar de papel higiênico mais tarde.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Esses mosquitos audaciosos

A pessoa merece ter o seu momento de privacidade quando vai ao banheiro logo pela manhã. O intestino funciona perfeitamente, não há como negar. Acordou, espreguiçou, levantou, alongou e vai ao banheiro. Afinal, é lá que acontece, tanto o banho quanto a parte escatológica. Enfim, o trono é seu, é nosso, é de quem vier, quem quiser. Um dos melhores momentos do dia.

Com o advento da internet no celular, o tempo passa num bufar de olho. Quando percebe, já nem tá mais fazendo força ou coisas do tipo. Esqueceu quase completamente qual era o objetivo inicial. O silêncio é algo esplêndido. Você, seu estômago e mais ninguém. Esse é o momento perfeito, que, eventualmente, é quebrado quando aparece um mosquito desgraçado e seu zumbido infernal.

Talvez seja uma forma dele se revoltar. Talvez o mosquito estivesse dormindo ou descansando e a ida ao banheiro tenha ocasionado o seu despertar. Pode ser. Aquele zumbido é muito chato e, vez ou outra, ele vem no seu ouvido. Mosquitos são atraídos por ouvidos. Sentado na privada é complicado de matar qualquer animal que voe, mas a tentativa é sempre válida. É matar ou não cagar em paz.

Só no pó

Já tomou Tang? Já deve ter tomado. Eventualmente, sem querer até, mas deve ter tomado. O Tang tem três milhões de sabores. O último que experimentei foi um de morango. Céus, que coisa estranha. Não tinha gosto de morango, morango, parecia aquelas balas que você compra na padaria por 0,10 centavos. Eu sabia que era morango porque na embalagem dizia isso. No entanto, supresa das surpresas, o suco, embora estranho, não era ruim. Os sucos da Tang não são ruins, se for pensar bem.

Eles são estranhos. Eu também sou estranho e não sou tão ruim. O problema maior da Tang é o pó. Sim, é um refresco em pó. Vai você abrir o pacote e despejar na jarra. Tome o maior cuidado do mundo e não vai adiantar. Suas narinas vão aspirar, você querendo ou não, aquele pó irritante. Cheirar pó de Tang é ruim e todos fazem involuntariamente. Uma maneira de evitar é despejar o pó e sair correndo da cozinha. Já testei e funciona, embora seja totalmente idiota e te faz, me fez, parecer tão estranho quanto os próprios sucos da Tang.

sábado, 16 de abril de 2011

Grêmio sem gás na Bolívia

Esse texto era pra ter sido escrito na sexta-feira, dia seguinte ao vexame do Grêmio na Bolívia. A falta de tempo e o sono me impediram de escrever. Até pensei em deixar pra lá e não escrever nada, já que havia passado dois dias, é sábado e amanhã tem jogo do Campeonato Gaúcho. Pensei e decidi escrever. Eu tinha que dizer o que penso em algum lugar. Os 140 caracteres do Twitter não seriam suficientes.

Pra resumir o jogo da noite de quinta-feira, palavras como vexame, vergonha, patético servem. Foi muito feio. Quem ficou acordado pra assistir ao jogo, com certeza se arrependeu. Eu devia ter dormido mais cedo. Lógico que não dormiria. Tem jogo do Grêmio, eu vejo, mas o de quinta-feira preferia não ter visto. Aliás, pra não mentir, o sono me venceu e dormi do intervalo até os 20 minutos do segundo tempo. Foi uma partida trágica, das piores que o tricolor fez neste ano.

Era um jogo pra vencer e ser líder do grupo. Até o León de Huánaco ajudou e empatou com o Junior Barranquila, na Colômbia. Só o Grêmio não se ajudou. Pior, perdeu, de goleada, prum time boliviano misto, sem titulares. Poderia ser pior ainda. 5 ou 6 a 0 não seria um placar enganoso. O Grêmio tinha alguns desfalques, mas não era pra perder tão feio. Não era sequer pra empatar.

Ser tão inferior a um time boliviano misto e ouvir a torcida gritando "olé" é quase o fundo do poço. Pra completar, com a partida já partida, sem chance de reação, Rodolfo, zagueiro, perde a cabeça inexplicavelmente e é expulso. Foi uma baita cagada. Não precisava acontecer mais nada na partida. O desastre estava completo. O apito final do juiz foi a melhor parte do jogo para o Grêmio.

Sei lá o que aconteceu, ou o que não aconteceu. Só dá pra dizer que ninguém se salvou. Partida desastrosa. Os desfalques não justificam o Renato inventar tanto. Pelo menos já estava classificado. Agora vem o mata-mata e espero que os erros tenham sido aprendidos. Não quero ver o Grêmio morrer tão cedo. E, se for pra perder, que perca sem dar vexame. Repetir a atuação de quinta-feira na Bolívia não é mais aceitável. Se acontecer de novo, tem mais é que perder mesmo.

A recuperação pode vir nas quartas de final do Gauchão, mas, qualquer que seja o resultado, não será parâmetro para a Libertadores, onde o Grêmio tem oscilado entre jogar bem e mal em casa e tem sido constante em jogar mal fora. Problemas a serem corrigidos. O Renato viu, a torcida viu. Me irrito com essas más atuações, mas no jogo seguinte lá estou eu na frente da tv ou, quando possível, embora raro, no Olímpico. Afinal, somos gremistas, sempre apoiando, mas nunca deixando de criticar quando necessário. Queremos a COPA!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Mau jeito nas costas

Manhã de segunda-feira. Não vou fazer piadinhas sem graça sobre a segunda. Tem milhares delas no Twitter. É um dia como qualquer outro. Não vou me ater ao dia em si, ao seu nome e tal. Vou focar no fato que aconteceu logo pela manhã, mas bem cedo mesmo. Depois de dormir mais de 9 horas acordei, disposto, sem dores das corridas do fim de semana.

Me dirijo ao banheiro, afinal é lá que a gente toma banho, certo? Estava lá, bem tranquilo, lavando o que tinha que ser lavado, sabonete, água, aquelas coisas todas. Chegou a hora do shampoo. Fiz um movimento que ainda não entendi direito, todo desengonçado, que resultou num incrível mau jeito nas minhas costas e perdurou pelo resto do dia.

Ainda estou tentando entender como consegui fazer este movimento retardado. Me pareceu tão normal. Alguma coisa aconteceu nos segundos entre a decisão e o ato de pegar o shampoo. Deu alguma merda. A dor nas costas, o mau jeito, não passou. Tá me incomodando muito. Alonguei e não adiantou muito. Espero acordar amanhã sem dor nenhuma. Ou pelo menos com menos dor.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Celso Roth caiu. Banalizaram a razão

Celso Roth é um técnico peculiar. Começa bem e termina muito mal. Nunca havia ganhado um título de expressão. Por azar, ganhou uma Libertadores da América. Dizem, e acredito nisso, que ele só ganhou porque não teve tempo de desajeitar o time. Era tão pouco tempo no comando que não foi possível fazer aquilo que ele fez no Mundial de Clubes: perder, como sempre, nesse caso de forma vexatória.

Sendo gremista, sofri muito com o Celso Roth e, logicamente, não queria ele fora do Inter agora. Tinha que ficar mais um tempo, ainda não podia ser demitido. Mais certo do que cagar com diarreia é saber que no mata-mata da Libertadores 2011 o Roth seria eliminado. Pena que a diretoria do Inter se deu conta disso. Com quatro meses de atraso, é verdade, mas, infelizmente, talvez haja tempo para sair da rota do desastre.

Depois da confirmação da notícia, me peguei pensando em quão boas devem ser as rescisões do Roth. Afinal, ele foi demitido mais vezes do que admitido. Valores interessantes, imagino. Não sei se no futebol, na demissão de técnico, usam justa causa. Tenho a impressão de que esse artifício não é utilizado. No caso do Celso Roth, seria sempre justa causa.

Falando nisso, quem demite o Celso Roth tem sempre razão. O problema é que, na maioria das vezes, o dirigente que demite é o mesmo que contrata. Aí ele perde a razão que vai ter mais na frente. Ou seja, banalizaram a razão. Essa banalização nem é culpa do Celso Roth. Os maiores culpados são os dirigentes que contratam ele. É a contratação mais certa que vai dar errado.

Celso Roth desempregado é um perigo. Protejam seus clubes. Sempre tem um dirigente pra fazer cagada. Parece que não aprendem. Nas minhas contas incertas, o Roth já treinou Grêmio e Inter umas 48 vezes. Ele sempre volta, parece um bumerangue. O resultado e (in)satisfação é sempre a mesma coisa. Espero que os dirigentes, do Grêmio, principalmente, tenham percebido isso. Antes tarde do que mais tarde.

Viva a sexta-feira

Ainda bem que chegou a sexta-feira. Na sexta tudo muda, no que diz respeito à desorganização do meu quarto. Sexta é dia de faxina. Pessoas especializadas vem fazer o serviço delas. Muito bem feito, por sinal. Isso acontece praticamente toda sexta. Logo, sexta é o melhor dia pra chegar em casa. Tudo limpo, sensação de que as coisas estão no lugar.

Para que isso aconteça, preciso preparar o território, facilitar a vida deles. Entre uma sexta e outra, é sabido, tem 7 dias. Nessa semana acontecem várias coisas e o resultado final, geralmente, é uma bagunça desorganizadamente organizada no meu quarto. Pares de tênis ali, mochila jogada no chão acolá, papéis e mais papéis em cima da mesa e criado-mudo.

A noite de quinta-feira e a manhã de sexta, logo que acordo, são peculiares. Procuro deixar tudo arrumado, pra não dificultar a limpeza. Invariavelmente, jogo tudo dentro das 3 gavetas do criado-mudo e crio um falso ambiente onde nada está fora do lugar. Na verdade, é exatamente o contrário, mas na sexta o que vale é a aparência.

Deixo o mínimo de coisa onde quer que seja. Os tênis vão todos pra dentro do armário. Tenho que dizer que o meu quarto até que fica bem apresentável. Seria interessante se ficasse assim todo dia. Infelizmente, não consigo. Já na sexta, tênis, papel, mochila, tudo, vai voltando ao seu lugar. É um círculo vicioso. Não consigo parar.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O que que eu vou falar?

Vou dizer que até tinha pensando em alguma coisa pra escrever hoje, mas tudo foi deixado de lado. Depois da notícia da manhã, nada mais fez sentido. O dia ficou uma merda. Não consigo imaginar alguém fazendo isso, entrar numa escola e começar a atirar a esmo. Matar CRIANÇAS!!! E depois se matar. Porra! Puta que pariu! Não dá pra acreditar. Ninguém tem nada a ver com os problemas desse imbecil, muito menos as crianças da escola. Se queria tanto se matar, que fosse sozinho. Nem tenho o que falar e a vontade de escrever alguma outra coisa inexiste.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Fisioterapizando

Finalmente, antes tarde do que mais tarde, comecei a fisioterapia no joelho esquerdo, o tal joelho que me incomodou durante boa parte do mês de janeiro e fevereiro. Uma hora tinha que começar, nem que seja no momento que não sinto mais dor nenhuma no joelho. Talvez sirva como prevenção, sei lá. Mal não deve fazer.

Era totalmente desconhecido pra mim como seria a fisioterapia. O primeiro dia se resumiu a 20 minutos de pequenos choques suportáveis no joelho, 20 minutos de gelo e mais, aproximadamente, 5 minutos de um gel estranho. Somando isso tudo, chegamos em 45 minutos, mas parece que demora bem mais, tipo quase 2 horas.

Fazer fisioterapia é bom, mas demora muito. Ficar sentado, na mesma posição, cansa demais, é muito entendiante. Pior ainda. Invariavelmente, a perna começa a formigar. Muito tempo parado, sem me mexer, provoca isso. O que mais me incomoda é o formigamento que toma conta das minhas nádegas. Fico muito desconfortável naquele colchonete.

Aconteceu a mesma coisa em todos os dias que fui. Quase 50 minutos imitando uma estátua me causam certa dificuldade para andar logo em seguida. Preciso de alguns passos para me reacostumar e sentir de novo minhas pernas e joelhos. Nada de muito grave. Incomoda, mas é coisa rápida. No cômputo geral, estou gostando bastante da fisioterapia.