quarta-feira, 1 de junho de 2011

O tombo celular

Venho adentrando a madrugada para escrever um fato engraçado que me aconteceu. Era pra escrever antes, mas o TCC e o prazo de entrega se aproximando me deixam um pouco sem tempo. Tenho que escrever o TCC quando não estou com sono. Quando o sono chega, paro e vou dormir. Ou venho pro blog digitar algumas palavras. Hoje resolvi vir pra cá e a história é essa que está nos parágrafos abaixo.

Estava eu saindo do trabalho, como todos os dias acontece. Da porta da recepção até a calçada há alguns degraus, uns 9 ou 10. Como de praxe, estava lendo o Twitter no iPhone, olhos só no telefone, e em nenhum outro lugar. Nunca tive problemas em descer a escadaria ao mesmo tempo em que usava o telefone. Sempre foi um procedimento normal, quase automático, à prova de erros.

No entanto, nesse dia algo diferente aconteceu. Por algum motivo, errei na conta dos degraus e fui ao chão, DE QUATRO, de uma forma vexatória e humilhante. Ralei os dois joelhos, quase torci o pé direito, mas, em um lance de rara agilidade, protegi o iPhone e ele não sofreu nenhum arranhão, que é o mais importante. Nas minhas contas, três pessoas viram, todas elas minhas conhecidas.

É um pouco vergonhoso, admito, mas me sinto menos mal assim. Sei que isso vai render para o resto de toda a eternidade brincadeiras e risos. Normal. Eu faria isso com os outros. Que façam comigo também. Relembrando instantes anteriores à queda, achei que estava no último degrau antes do chão e fui com o pé meio mole, com a certeza de que estaria na calçada. A certeza, a confiança, elas me traíram.

Isso que dá ficar olhando pro celular enquanto anda na rua ou desce escadas. Bem feito pra mim. Entretanto, esse tombo não mudará minha maneira de agir. Logo depois de cair, já estava indo pra casa, pela calçada, celular na mão, e lendo as últimas notícias do Twitter. Acidentes acontecem. Espero que desse tipo não mais. Plasticamente, foi um tombo bonito. Queria eu que tivessem gravado. Guardaria o vídeo para sempre e ainda mandaria pro Faustão. Vai ficar na memória de quem viu. E na minha também.

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