Sim. Voltamos. Depois de mais uma parada, mais por falta de vontade do que por falta de tempo. Pretendo atualizar mais frequentemente o blog a partir de hoje. Só o tempo dirá se conseguirei ou não. Espero que sim. Feito o primeiro parágrafo, passe para o próximo, pois é lá que o texto começa de fato.
Nenhum tema é mais apropriado do que os Jogos Pan-americanos, no Rio de Janeiro, que acabaram, finalmente, no último domingo. O Pan mais superfaturado do mundo. Medalha de ouro para o Brasil. O Pan estava orçado inicialmente em pouco mais de 400 milhões de reais, mas foram gastos quase 4 bilhões de reais.
Não sei exatamente quantas pessoas terão saudades desse evento que é a terceira divisão dos esportes no mundo, pra não menosprezar tanto o Pan. Mas o pessoal das empreiteras e empresas que fizeram obras sem licitação, com certeza, sentirão saudades desse Pan. Mais certo ainda é que eles devem estar loucos para que o Brasil seja sede de Copa do Mundo e Olímpiadas.
Muito dinheiro gasto para pouca coisa e o pior é que aconteceram problemas de todos os tipos. Houve, porém, problemas resolvidos, tipo a violência do Rio. Em 15 dias do Pan, o Rio virou mesmo a cidade maravilhosa, sem roubos, assassinatos e confronto contra os traficantes. Onde será que estavam os ladrões e outros meliantes? Acredito que estavam assistindo ao Pan, só pode ser isso.
Lamentável foi o que o presidente falou ontem. Disse que o governo ficou satisfeito com o Pan. Realmente foi um desempenho extraordinário. Num evento de quinta categoria, em casa, finalmente o Brasil conseguiu ser o terceiro melhor país, de acordo com o quadro de medalhas. É sensacional mesmo. Os Estados Unidos, principalmente, mandaram atletas jovens e inexperientes e conseguiram mais medalhas, o que, diga-se, já é normal. Tanto o desprezo pela competição desde sua primeira realização quanto a liderança no quadro de medalhas.
Melhor ainda do que o desempenho, foram os gastos com o Pan. O governo, que, a princípio, não precisaria contribuir com quase nada, teve que investir mais de um bilhão de reais para que as obras fossem concluídas, porque atrasadas elas já estavam há meses. Se não fosse o dinheiro do contribuinte o Pan não aconteceria, ou se acontecesse, seria uma imensa tragédia, mostrando a incompetência do Brasil em realizar eventos esportivos desse porte (e olha que isso foi só um Pan).
Fora que a torcida deu um show de falta de educação. Em competições individuais o público pode até não torcer pelo atleta, mas não o vaia como foi feito no Rio. Além das vaias na entrega das medalhas e execução dos hinos de outros países. Falaram em cultura brasileira, que o público ainda estava aprendendo a se comportar, mas é falta de educação mesmo. Na ginástica, o desempenho do público foi sofrível, assim como no Atletismo. Os atletas dos outros países devem ter saído com uma impressão pior do que já tinham do povo brasileiro ou, no caso de quem tinha os brasileiros em boa conta, ter se decepcionado.
Para não dizer que foi uma lástima total, é preciso ressaltar que algumas vitórias dos brasileiros foram emocionantes, como na ginástica ou maratona, e outras foram esperadas, como o vôlei masculino e o vôlei de praia. Não se pode, no entanto, pensar que em Pequim teremos essa chuva de medalhas de ouro. É certo que o vôlei de quadra e praia têm chances enormes de vitória, mas na maioria das modalidades em que o Brasil ganhou o ouro neste Pan será muito díficil chegar no pódio, isso se chegar nas finais.
Agora é esperar o Parapan-americano acontecer e tentar manter bem cuidados todos os ginásios, arenas, estádios e equipamentos. Afinal, é tudo de primeira categoria. Tudo do bom e do melhor. Resta saber se a manutenção será feita de maneira adequada. É mais um desafio para as autoridades e para os interessados.
Percebe-se, portanto, que o país tem muito a evoluir se quiser receber eventos de maior expressão, como Olímpiadas e a Copa do Mundo. Ruim é saber que parece que a Copa do Mundo realmente vai ser no Brasil. Mais superfaturamento, mais atrasos e mais um monte de coisa, pois serão necessários construir alguns estádios novos. O Brasil não parece ter condições de abrigar uma Copa, mas infelizmente o rodízio da FIFA determina que a próxima copa será na América e o Brasil é o único candidato.
Salve-se quem puder. Eu vou tentar.
Nenhum tema é mais apropriado do que os Jogos Pan-americanos, no Rio de Janeiro, que acabaram, finalmente, no último domingo. O Pan mais superfaturado do mundo. Medalha de ouro para o Brasil. O Pan estava orçado inicialmente em pouco mais de 400 milhões de reais, mas foram gastos quase 4 bilhões de reais.
Não sei exatamente quantas pessoas terão saudades desse evento que é a terceira divisão dos esportes no mundo, pra não menosprezar tanto o Pan. Mas o pessoal das empreiteras e empresas que fizeram obras sem licitação, com certeza, sentirão saudades desse Pan. Mais certo ainda é que eles devem estar loucos para que o Brasil seja sede de Copa do Mundo e Olímpiadas.
Muito dinheiro gasto para pouca coisa e o pior é que aconteceram problemas de todos os tipos. Houve, porém, problemas resolvidos, tipo a violência do Rio. Em 15 dias do Pan, o Rio virou mesmo a cidade maravilhosa, sem roubos, assassinatos e confronto contra os traficantes. Onde será que estavam os ladrões e outros meliantes? Acredito que estavam assistindo ao Pan, só pode ser isso.
Lamentável foi o que o presidente falou ontem. Disse que o governo ficou satisfeito com o Pan. Realmente foi um desempenho extraordinário. Num evento de quinta categoria, em casa, finalmente o Brasil conseguiu ser o terceiro melhor país, de acordo com o quadro de medalhas. É sensacional mesmo. Os Estados Unidos, principalmente, mandaram atletas jovens e inexperientes e conseguiram mais medalhas, o que, diga-se, já é normal. Tanto o desprezo pela competição desde sua primeira realização quanto a liderança no quadro de medalhas.
Melhor ainda do que o desempenho, foram os gastos com o Pan. O governo, que, a princípio, não precisaria contribuir com quase nada, teve que investir mais de um bilhão de reais para que as obras fossem concluídas, porque atrasadas elas já estavam há meses. Se não fosse o dinheiro do contribuinte o Pan não aconteceria, ou se acontecesse, seria uma imensa tragédia, mostrando a incompetência do Brasil em realizar eventos esportivos desse porte (e olha que isso foi só um Pan).
Fora que a torcida deu um show de falta de educação. Em competições individuais o público pode até não torcer pelo atleta, mas não o vaia como foi feito no Rio. Além das vaias na entrega das medalhas e execução dos hinos de outros países. Falaram em cultura brasileira, que o público ainda estava aprendendo a se comportar, mas é falta de educação mesmo. Na ginástica, o desempenho do público foi sofrível, assim como no Atletismo. Os atletas dos outros países devem ter saído com uma impressão pior do que já tinham do povo brasileiro ou, no caso de quem tinha os brasileiros em boa conta, ter se decepcionado.
Para não dizer que foi uma lástima total, é preciso ressaltar que algumas vitórias dos brasileiros foram emocionantes, como na ginástica ou maratona, e outras foram esperadas, como o vôlei masculino e o vôlei de praia. Não se pode, no entanto, pensar que em Pequim teremos essa chuva de medalhas de ouro. É certo que o vôlei de quadra e praia têm chances enormes de vitória, mas na maioria das modalidades em que o Brasil ganhou o ouro neste Pan será muito díficil chegar no pódio, isso se chegar nas finais.
Agora é esperar o Parapan-americano acontecer e tentar manter bem cuidados todos os ginásios, arenas, estádios e equipamentos. Afinal, é tudo de primeira categoria. Tudo do bom e do melhor. Resta saber se a manutenção será feita de maneira adequada. É mais um desafio para as autoridades e para os interessados.
Percebe-se, portanto, que o país tem muito a evoluir se quiser receber eventos de maior expressão, como Olímpiadas e a Copa do Mundo. Ruim é saber que parece que a Copa do Mundo realmente vai ser no Brasil. Mais superfaturamento, mais atrasos e mais um monte de coisa, pois serão necessários construir alguns estádios novos. O Brasil não parece ter condições de abrigar uma Copa, mas infelizmente o rodízio da FIFA determina que a próxima copa será na América e o Brasil é o único candidato.
Salve-se quem puder. Eu vou tentar.