quarta-feira, 27 de abril de 2011

Na Libertadores, só querer não adianta

A viagem em si vai ser contada em outro post. Sobre o jogo, sucintamente, se é que vou conseguir. O Grêmio, o Renato, os jogadores chamaram a torcida. Precisavam do apoio da massa tricolor. Horário ingrato, 19:30 em Porto Alegre e trânsito caótico. Mesmo assim, 35 mil pessoas mandaram o chefe se danar, eu inclusive. Não exatamente nestas palavras, mas o que importa é sair de Floripa pra ver o Grêmio jogar.

Depois de horas e horas, chego no Olímpico e não vejo nada. Posso até dizer que entendo, embora não aceite muito bem, que um time jogue mal, mereça perder e que o juiz seja um filho da puta desgraçado que não dá nenhuma falta. O que não entendo e não aceito de jeito nenhum é um jogador como o Borges, 30 anos, experiente, fazer a cagada de dar uma cotovelada no adversário em pleno mata-mata da Libertadores. A imagem não deixa bem claro o que ele fez, mas foi totalmente imprudente e isso já foi motivo suficiente pra expulsar.

Um time jogando mal, desorganizado, como em quase todos os jogos de 2011, tende a ficar cada vez pior com 10 em campo. Foi o que se viu. Os sinais, os avisos apareceram durante todo o ano, mas parece que não foram assimiliados. Gilson na lateral não dá. Se a zaga estivesse mal posicionada estaria bom, mas ela não está nem posicionada. Todo ataque e contra-ataque do adversário causa certo pavor na torcida. Ontem foi assim, dois gols em que o Pratto, indigesto, por sinal, ficou sozinho pra marcar.

Com o futebol jogado até agora, é bem difícil o Grêmio conseguir reverter a situação. Precisa fazer dois gols no Chile e não levar nenhum pra classificar. Essa parte é a mais complexa, já que o Grêmio leva, em média, um gol por jogo. Logo, o placar de 2 a 1 levaria pros pênaltis. Fazer dois gols fora de casa e vencer a partida não aconteceu ainda na Libertadores. Ou melhora e toma jeito de time copeiro que foi, ou que seja eliminado nas oitavas mesmo, pra não passar vergonha mais pra frente.

No jogo de ontem, o Grêmio não teve uma mísera chance de gol. Nenhum chute com perigo. O único que deu certo foi o gol do Douglas, que arriscou de fora da área, coisa que o time pouco faz. Fora o gol, nada mais, nada mesmo. Quem mais chegou perto foi o Universidad Católica. A torcida eu não tenho dúvidas que quer a COPA. Olímpico não tava lotado, mas tava bem cheio pro horário. Os jogadores e o Renato podem até querer, mas jogando assim não vai dar.

Mesmo jogando mal, perdendo, deixando quase nenhuma esperança, ainda acredito, um tanto quanto cético, é verdade, que é possível reverter o placar na Libertadores. O GRE-nal de domingo é só mais um ingrediente para aumentar a ansiedade e o nervosismo nessa semana decisiva. "E o Grêmio é um vício que eu não quero deixar, é uma loucura que jamais vou curar... deixo tudo só pra ir ver tu jogar". É mais ou menos por aí. Se não for assim, não é de jeito nenhum. Vamos Tricolor!

Viagem à Porto Alegre

Jogo de Libertadores, terça-feira, Grêmio x Universidad Católica em Porto Alegre. A intenção era tenetr uma excursão, que quase não saiu. Só ficou decidido que haveria excursão na noite de segunda-feira. O que fazer? Não tive dúvidas. Comprei o ingresso pela internet e já pensei no que fazer no dia seguinte no trabalho. Foi tudo de repente. Decidi trabalhar uma hora e faltar nas outras sete. Era por uma coisa maior.

Vão me chamar de louco ou o que for. Sair de Floripa, viajar quase 7 horas pra ver um jogo de futebol. Cada um com as suas loucuras. A van saiu com atraso, pouco depois do meio dia. Vou lhes dizer que viajar de van, com mais 15 pessoas, não é confortável. Um micro-ônibus seria mais adequado, mas em dia de semana não se encontram muitas pessoas disponíveis para fazer uma viagem dessa. O jeito foi usar a van mesmo.

Parecia que não ia dar tempo de chegar a tempo em Porto Alegre. Contra os prognósticos iniciais, a van andava numa velocidade muito interessante. Íamos chegar a tempo. Eis que aparece um posto da Polícia Rodoviária Federal. Eis que se descobre que a van não tinha documentação permitindo sair de Santa Catarina. Eis que o mundo parou por um instante, mas o tempo não. Deu merda. Das grandes. O tempo continuou passando. Ficamos 1 hora e meia parados até chegar um ônibus e ficar tudo certo.

A provável chegada no horário foi totalmente deixada de lado. Atrasou tudo. Pouco menos de 70 km nos separavam de Porto Alegre, mas o relógio já marcava 19 horas. O primeiro tempo estava perdido. Pra piorar, das 19 às 20 horas tem a Voz do Brasil e nem pelo rádio ouviríamos a primei.ra meia hora de jogo. Foi angustiante. Ainda bem que o trânsito não tava mais tão complicado. Chegamos aos 35, 40 minutos do primeiro tempo. Nesse momento, o Grêmio já tava em situação ruim na partida.

Porto Alegre, ontem, estava um tanto quanto fria. Adivinha quem não levou casaco e foi só de camisa e bermuda? Pois é. Pouco adiantou pular, cantar, gritar e xingar o juiz. Tava muito frio. Ficava pior quando o vento aparecia. O jogo, escrevi sobre isso, foi uma porcaria. A viagem, na volta, foi tranquila. Voltamos no mesmo ônibus, muito melhor e mais confortável pra dormir. Não que chegue perto da minha cama, mas supera em algumas vezes o conforto da van.

O jogo teve um resultado ruim, a ida teve seus problemas, mas faria isso quantas vezes fosse possível. Vontade nunca falta, falta é dinheiro e tempo. Até dormi na volta, o que amenizou um pouco do meu sono durante o dia. No entanto, a noite chegou e ele foi implacável. Mesmo com Libertadores na tv e TCC pra fazer, a única vontade verdadeira que tenho é dormir. Vou fazer o que tenho que fazer. A cama me lembra como é bom não dormir em bancos de ônibus.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Queremos a COPA!

É bem bom esse negócio de post programado. Nem sei onde vou estar no momento da publicação, mas uma coisa certa: o destino final é Porto Alegre, ver o Grêmio jogar. Depois, faço um post sobre isso e sobre o Mountain Do. Tem bastante coisa pra escrever aqui. Vai faltar tempo. Não tenho mais nada pra escrever. Só o que o título diz. Vamos TRICOLOR, queremos a COPA!

domingo, 24 de abril de 2011

Meia suja se lava em casa

O Mountain Do vai merecer um post especial, só dele. Em breve, talvez nesta semana. Sabe como são as coisas. Falta tempo, às vezes vontade. Vai sair, quando menos esperar, surpreendendo inclusive a mim. O assunto, breve, de hoje são as minhas meias. Usei um par delas quando fui fazer o último treino pro Mountain Do no Costão do Santinho. Trilha, areia e chuva acabaram com as meias. Ficaram imundas.

Era um par velho, não me senti tão mal em vê-lo totalmente inutilizável. No Mountain Do propriamente dito, usei um par de meias parecido e o resultado foi exatamente igual. Corri um outro percurso, mas a areia e a água pelas quais passei detonaram esse par também. Cheguei em casa e até pensei em lavá-las. No entanto, decidi jogar no lixo os dois pares de meias que não tinham mais utilidade.

Vale mais jogar no lixo do que passar trabalho lavando e desencardindo. Meia suja se lava em casa. Ou não. Depende muito da vontade do dono delas. A minha vontade inexistiu. Só estou esperando elas secarem pra jogar no lixo sem remorso algum. Elas, as minhas meias, fizeram bem o trabalho que lhes cabia. Cumpriram seu ciclo com sucesso. Hora de se retirar e dar lugar a outros pares de meia. Faz parte.

Feliz Páscoa

De fato, não lembrava que hoje, domingo, era Páscoa. O que me importa é o feriado. Neste caso, dois feriados. A Páscoa cai num domingo, impossível lembrar que ela existe se há dois feriados antes e Mountain Do no sábado. Só percebi ontem que hoje era Páscoa porque minha vó ligou perguntando onde seria o almoço de Páscoa.

Aí, neste momento, me dei conta que a Páscoa ainda nem tinha chegado. Esqueci completamente. De qualquer forma, pra quem acredita e acha que a Páscoa é um dia diferente, deixo aqui meu sinceros votos de que aproveite da melhor forma. Só não espere um dia específico, dito especial, pra prometer ou começar coisas novas. Quase nunca dá certo. Faça isso todo os dias. Feliz Páscoa!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Carne

Poderia pedir para alguém me explicar por que não se come carne na dita sexta-feira santa. Poderia. Mas a tal da tecnologia e o Google, com seus 400 milhões de resultados, me ajudaram a esclarecer as dúvidas que ainda tinha.

Li alguns sites, pra ter certeza da resposta. As explicações foram todas parecidas. Logo concluí que não é proibido comer carne, nem é obrigação comer peixe e não comer carne. No passado até foi assim, hoje existe só uma recomendação.

Recomendação essa que muita gente segue. E eu, que não acredito nessas coisas todas? Por anos fui prejudicado por viver em um ambiente que leva isso a sério. Churrasco e carne na sexta não pode, é pecado. Vamos comer peixe, camarão e qualquer outra coisa que não seja carne.

Ainda não tenho total liberdade pra comer carne. Afinal, é feriado e os restaurantes não abrem. Comida de graça só em casa e em casa tem essa frescura. Hoje, porém, será diferente. Meu almoço será macarrão com molho de carne moída. Vou comer sem nenhum sinal de pesar ou arrependimento.

Se alguém ler isso e ficar ofendido, não fique. Não perca seu tempo. Pessoas tem liberdade de acreditar ou não no que bem entenderem. Não acredito e pouco me importa. Respeito, eu acho, quem não come carne na sexta-feira santa e acredita nisso. Vou descongelar o molho. Cuidado com a espinha do peixe.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Os ovos da Páscoa

A Páscoa deve ter vários significados, talvez um seja mais importante do que outro. Procura no Wikipédia e você vai descobrir. Particularmente, a Páscoa me serve pelo feriado e por eventuais ovos de chocolate que ganho. Com o passar dos anos, quanto mais velho, menos ovos você ganha e nem acha tão ruim. A gente vai ficando velho e percebe que nem quer ganhar tanto chocolate.

Ganha um ovo, dois, nenhum, varia. Na verdade, pouco importa. Se eu quiser chocolate, vou no mercado e compro. Quando eu era mais novo, criança, era muito legal ganhar 46 ovos na Páscoa e ainda ter que procurá-los pela casa. A casa nem era grande e depois de 3 anos não havia mais lugares que eu não conhecesse. Esconder os ovos era mero protocolo que eu seguia pra achar os ovos bem contente e feliz.

Os supermercados devem ganhar bastante dinheiro com a venda dos ovos. Quem fabrica os ovos também. O preço aumenta a cada ano que passa. Inclusive o preço dos ovos quebrados, que entram em promoção tão logo se danificam. As crianças atuais querem mais o ovo por causa do brinquedo dentro do que por causa do chocolate. Eu só queria, única e exclusivamente, o chocolate. Tamanho 15 pra cima.

Neste ano, a Páscoa encontrou Tiradentes e o feriado ficou maior. Quinta e sexta-feira foram os dias privilegiados. Feriado desse jeito muito me agrada. Acho que tão cedo não vai acontecer novamente. Mesmo sendo feriado, vi alguns lugares abertos. Normal, a maioria dos ovos tem que ser desovados até domingo. Consumidores de última hora vão em peso aos mercados.

Falando em tanto chocolate, sabe quem mais sai ganhando na Páscoa? As empresas que fabricam papel higiênico. Essa é a minha teoria. Penso assim há algum tempo. Afinal, você se entope de chocolate, come, come, come, e pra onde vai todo esse chocolate? Essa resposta é fácil. O problema é que, em algum momento, cedo ou tarde, antes, durante ou depois da Páscoa, tudo que entrou tem que sair.

A Páscoa potencializa isso. Haja papel higiênico. Sempre estive preparado em anos anteriores. Prepare-se também. Negócios são negócios. Fabricam milhões de ovos de chocolate, vendem milhões desses ovos e, consequentemente, vendem rolos e rolos de papel. Talvez o efeito não seja tão imediato, mas existe. Alguém compra ovos, alguém come e alguém vai precisar de papel higiênico mais tarde.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Esses mosquitos audaciosos

A pessoa merece ter o seu momento de privacidade quando vai ao banheiro logo pela manhã. O intestino funciona perfeitamente, não há como negar. Acordou, espreguiçou, levantou, alongou e vai ao banheiro. Afinal, é lá que acontece, tanto o banho quanto a parte escatológica. Enfim, o trono é seu, é nosso, é de quem vier, quem quiser. Um dos melhores momentos do dia.

Com o advento da internet no celular, o tempo passa num bufar de olho. Quando percebe, já nem tá mais fazendo força ou coisas do tipo. Esqueceu quase completamente qual era o objetivo inicial. O silêncio é algo esplêndido. Você, seu estômago e mais ninguém. Esse é o momento perfeito, que, eventualmente, é quebrado quando aparece um mosquito desgraçado e seu zumbido infernal.

Talvez seja uma forma dele se revoltar. Talvez o mosquito estivesse dormindo ou descansando e a ida ao banheiro tenha ocasionado o seu despertar. Pode ser. Aquele zumbido é muito chato e, vez ou outra, ele vem no seu ouvido. Mosquitos são atraídos por ouvidos. Sentado na privada é complicado de matar qualquer animal que voe, mas a tentativa é sempre válida. É matar ou não cagar em paz.

Só no pó

Já tomou Tang? Já deve ter tomado. Eventualmente, sem querer até, mas deve ter tomado. O Tang tem três milhões de sabores. O último que experimentei foi um de morango. Céus, que coisa estranha. Não tinha gosto de morango, morango, parecia aquelas balas que você compra na padaria por 0,10 centavos. Eu sabia que era morango porque na embalagem dizia isso. No entanto, supresa das surpresas, o suco, embora estranho, não era ruim. Os sucos da Tang não são ruins, se for pensar bem.

Eles são estranhos. Eu também sou estranho e não sou tão ruim. O problema maior da Tang é o pó. Sim, é um refresco em pó. Vai você abrir o pacote e despejar na jarra. Tome o maior cuidado do mundo e não vai adiantar. Suas narinas vão aspirar, você querendo ou não, aquele pó irritante. Cheirar pó de Tang é ruim e todos fazem involuntariamente. Uma maneira de evitar é despejar o pó e sair correndo da cozinha. Já testei e funciona, embora seja totalmente idiota e te faz, me fez, parecer tão estranho quanto os próprios sucos da Tang.

sábado, 16 de abril de 2011

Grêmio sem gás na Bolívia

Esse texto era pra ter sido escrito na sexta-feira, dia seguinte ao vexame do Grêmio na Bolívia. A falta de tempo e o sono me impediram de escrever. Até pensei em deixar pra lá e não escrever nada, já que havia passado dois dias, é sábado e amanhã tem jogo do Campeonato Gaúcho. Pensei e decidi escrever. Eu tinha que dizer o que penso em algum lugar. Os 140 caracteres do Twitter não seriam suficientes.

Pra resumir o jogo da noite de quinta-feira, palavras como vexame, vergonha, patético servem. Foi muito feio. Quem ficou acordado pra assistir ao jogo, com certeza se arrependeu. Eu devia ter dormido mais cedo. Lógico que não dormiria. Tem jogo do Grêmio, eu vejo, mas o de quinta-feira preferia não ter visto. Aliás, pra não mentir, o sono me venceu e dormi do intervalo até os 20 minutos do segundo tempo. Foi uma partida trágica, das piores que o tricolor fez neste ano.

Era um jogo pra vencer e ser líder do grupo. Até o León de Huánaco ajudou e empatou com o Junior Barranquila, na Colômbia. Só o Grêmio não se ajudou. Pior, perdeu, de goleada, prum time boliviano misto, sem titulares. Poderia ser pior ainda. 5 ou 6 a 0 não seria um placar enganoso. O Grêmio tinha alguns desfalques, mas não era pra perder tão feio. Não era sequer pra empatar.

Ser tão inferior a um time boliviano misto e ouvir a torcida gritando "olé" é quase o fundo do poço. Pra completar, com a partida já partida, sem chance de reação, Rodolfo, zagueiro, perde a cabeça inexplicavelmente e é expulso. Foi uma baita cagada. Não precisava acontecer mais nada na partida. O desastre estava completo. O apito final do juiz foi a melhor parte do jogo para o Grêmio.

Sei lá o que aconteceu, ou o que não aconteceu. Só dá pra dizer que ninguém se salvou. Partida desastrosa. Os desfalques não justificam o Renato inventar tanto. Pelo menos já estava classificado. Agora vem o mata-mata e espero que os erros tenham sido aprendidos. Não quero ver o Grêmio morrer tão cedo. E, se for pra perder, que perca sem dar vexame. Repetir a atuação de quinta-feira na Bolívia não é mais aceitável. Se acontecer de novo, tem mais é que perder mesmo.

A recuperação pode vir nas quartas de final do Gauchão, mas, qualquer que seja o resultado, não será parâmetro para a Libertadores, onde o Grêmio tem oscilado entre jogar bem e mal em casa e tem sido constante em jogar mal fora. Problemas a serem corrigidos. O Renato viu, a torcida viu. Me irrito com essas más atuações, mas no jogo seguinte lá estou eu na frente da tv ou, quando possível, embora raro, no Olímpico. Afinal, somos gremistas, sempre apoiando, mas nunca deixando de criticar quando necessário. Queremos a COPA!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Mau jeito nas costas

Manhã de segunda-feira. Não vou fazer piadinhas sem graça sobre a segunda. Tem milhares delas no Twitter. É um dia como qualquer outro. Não vou me ater ao dia em si, ao seu nome e tal. Vou focar no fato que aconteceu logo pela manhã, mas bem cedo mesmo. Depois de dormir mais de 9 horas acordei, disposto, sem dores das corridas do fim de semana.

Me dirijo ao banheiro, afinal é lá que a gente toma banho, certo? Estava lá, bem tranquilo, lavando o que tinha que ser lavado, sabonete, água, aquelas coisas todas. Chegou a hora do shampoo. Fiz um movimento que ainda não entendi direito, todo desengonçado, que resultou num incrível mau jeito nas minhas costas e perdurou pelo resto do dia.

Ainda estou tentando entender como consegui fazer este movimento retardado. Me pareceu tão normal. Alguma coisa aconteceu nos segundos entre a decisão e o ato de pegar o shampoo. Deu alguma merda. A dor nas costas, o mau jeito, não passou. Tá me incomodando muito. Alonguei e não adiantou muito. Espero acordar amanhã sem dor nenhuma. Ou pelo menos com menos dor.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Celso Roth caiu. Banalizaram a razão

Celso Roth é um técnico peculiar. Começa bem e termina muito mal. Nunca havia ganhado um título de expressão. Por azar, ganhou uma Libertadores da América. Dizem, e acredito nisso, que ele só ganhou porque não teve tempo de desajeitar o time. Era tão pouco tempo no comando que não foi possível fazer aquilo que ele fez no Mundial de Clubes: perder, como sempre, nesse caso de forma vexatória.

Sendo gremista, sofri muito com o Celso Roth e, logicamente, não queria ele fora do Inter agora. Tinha que ficar mais um tempo, ainda não podia ser demitido. Mais certo do que cagar com diarreia é saber que no mata-mata da Libertadores 2011 o Roth seria eliminado. Pena que a diretoria do Inter se deu conta disso. Com quatro meses de atraso, é verdade, mas, infelizmente, talvez haja tempo para sair da rota do desastre.

Depois da confirmação da notícia, me peguei pensando em quão boas devem ser as rescisões do Roth. Afinal, ele foi demitido mais vezes do que admitido. Valores interessantes, imagino. Não sei se no futebol, na demissão de técnico, usam justa causa. Tenho a impressão de que esse artifício não é utilizado. No caso do Celso Roth, seria sempre justa causa.

Falando nisso, quem demite o Celso Roth tem sempre razão. O problema é que, na maioria das vezes, o dirigente que demite é o mesmo que contrata. Aí ele perde a razão que vai ter mais na frente. Ou seja, banalizaram a razão. Essa banalização nem é culpa do Celso Roth. Os maiores culpados são os dirigentes que contratam ele. É a contratação mais certa que vai dar errado.

Celso Roth desempregado é um perigo. Protejam seus clubes. Sempre tem um dirigente pra fazer cagada. Parece que não aprendem. Nas minhas contas incertas, o Roth já treinou Grêmio e Inter umas 48 vezes. Ele sempre volta, parece um bumerangue. O resultado e (in)satisfação é sempre a mesma coisa. Espero que os dirigentes, do Grêmio, principalmente, tenham percebido isso. Antes tarde do que mais tarde.

Viva a sexta-feira

Ainda bem que chegou a sexta-feira. Na sexta tudo muda, no que diz respeito à desorganização do meu quarto. Sexta é dia de faxina. Pessoas especializadas vem fazer o serviço delas. Muito bem feito, por sinal. Isso acontece praticamente toda sexta. Logo, sexta é o melhor dia pra chegar em casa. Tudo limpo, sensação de que as coisas estão no lugar.

Para que isso aconteça, preciso preparar o território, facilitar a vida deles. Entre uma sexta e outra, é sabido, tem 7 dias. Nessa semana acontecem várias coisas e o resultado final, geralmente, é uma bagunça desorganizadamente organizada no meu quarto. Pares de tênis ali, mochila jogada no chão acolá, papéis e mais papéis em cima da mesa e criado-mudo.

A noite de quinta-feira e a manhã de sexta, logo que acordo, são peculiares. Procuro deixar tudo arrumado, pra não dificultar a limpeza. Invariavelmente, jogo tudo dentro das 3 gavetas do criado-mudo e crio um falso ambiente onde nada está fora do lugar. Na verdade, é exatamente o contrário, mas na sexta o que vale é a aparência.

Deixo o mínimo de coisa onde quer que seja. Os tênis vão todos pra dentro do armário. Tenho que dizer que o meu quarto até que fica bem apresentável. Seria interessante se ficasse assim todo dia. Infelizmente, não consigo. Já na sexta, tênis, papel, mochila, tudo, vai voltando ao seu lugar. É um círculo vicioso. Não consigo parar.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O que que eu vou falar?

Vou dizer que até tinha pensando em alguma coisa pra escrever hoje, mas tudo foi deixado de lado. Depois da notícia da manhã, nada mais fez sentido. O dia ficou uma merda. Não consigo imaginar alguém fazendo isso, entrar numa escola e começar a atirar a esmo. Matar CRIANÇAS!!! E depois se matar. Porra! Puta que pariu! Não dá pra acreditar. Ninguém tem nada a ver com os problemas desse imbecil, muito menos as crianças da escola. Se queria tanto se matar, que fosse sozinho. Nem tenho o que falar e a vontade de escrever alguma outra coisa inexiste.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Fisioterapizando

Finalmente, antes tarde do que mais tarde, comecei a fisioterapia no joelho esquerdo, o tal joelho que me incomodou durante boa parte do mês de janeiro e fevereiro. Uma hora tinha que começar, nem que seja no momento que não sinto mais dor nenhuma no joelho. Talvez sirva como prevenção, sei lá. Mal não deve fazer.

Era totalmente desconhecido pra mim como seria a fisioterapia. O primeiro dia se resumiu a 20 minutos de pequenos choques suportáveis no joelho, 20 minutos de gelo e mais, aproximadamente, 5 minutos de um gel estranho. Somando isso tudo, chegamos em 45 minutos, mas parece que demora bem mais, tipo quase 2 horas.

Fazer fisioterapia é bom, mas demora muito. Ficar sentado, na mesma posição, cansa demais, é muito entendiante. Pior ainda. Invariavelmente, a perna começa a formigar. Muito tempo parado, sem me mexer, provoca isso. O que mais me incomoda é o formigamento que toma conta das minhas nádegas. Fico muito desconfortável naquele colchonete.

Aconteceu a mesma coisa em todos os dias que fui. Quase 50 minutos imitando uma estátua me causam certa dificuldade para andar logo em seguida. Preciso de alguns passos para me reacostumar e sentir de novo minhas pernas e joelhos. Nada de muito grave. Incomoda, mas é coisa rápida. No cômputo geral, estou gostando bastante da fisioterapia.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Pedestre burro

Minha intenção nem era escrever hoje, mas não consigo pensar em deixar um dia sem ter algum texto, por menor e inútil que seja. Hoje o texto é dedicado ao pedestre/ciclista burro que vi no centro da cidade. O sinal estava verde para os carros e vermelho para os pedestres. Começa por aí. Os carros seguiam e passavam pelo sinal verde, como tinha que ser.

Eis que o dito cujo, de inteligência inferior, no mínimo, começou a avançar com a bicicleta para o meio da rua, esperando que os carros fossem parar. Até fiquei um pouco assustado. Não tava acreditando que ele tava realmente querendo atravessar a rua com o sinal verde para os carros. Não tinha sentido nenhum nisso. Não sei o que se passava na cabeça dele.

Passou um certo tempo e o sinal pros carros fechou. O dos pedestres ficou verde e todos que esperávamos seguimos em frente. Daí o pedestre/ciclista, meio indignado, falou comigo: "os carros não tem que parar na faixa?". Meio sem pensar, falei logo em seguida: "acho que quando o sinal tá verde, não". O cara deu uma bufada e foi embora.

Dada essa situação, me dei conta de como existe pedestre burro. Nesse caso era um ciclista, mas, de qualquer forma, é uma pessoa que não estava usando carro para se locomover. Pra mim é tão claro: sinal verde pra carro, carro passa e pedestre espera, mesmo tendo faixa. É muito óbvio. Me surpreendo com pessoas que ainda não percebem isso. Se acontecer um acidente, a culpa será, nesse caso, única e exclusiva dessas pessoas.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Da fila do cartório só não sai quem não foi atendido

Outro dia, faz um tempo considerável, estava eu, esperando há milhares de minutos, na fila do cartório. É complicado esse negócio de cartório. Tem 3 mesas, mas é raro as 3 estarem com funcionários atendendo. Geralmente são só 2, mas muitas vezes fica só uma pessoa atendendo. Aí que está o cerne do problema.

O tempo passava e eu não era atendido. Já estava ficando um tanto quando aborrecido e entediado. A bateria do celular sumia a passos largos e as alternativa rareavam. Eis que um fio de esperança surge, quase que do meio do nada. Os dois números da senha na minha frente não estavam na sala.

Fiquei todo garboso e elegante, olhos brilhando, peito estufado. Era minha vez. Não tinha erro. Só estava me preparando pra levantar e me dirigir até à mesa quando ouvisse o barulhinho da senha. Momento de angústia, o funcionário demorava pra apertar aquele maldito botão. Parecia que fazia de propóposito.

Eis que soa a senha. Meu sorriso quase presente e permanente se dilui, se esvai. Não tinha me dado conta que naquele tempo todo de espera havia chegado um idoso. A senha preferencial, como o nome diz, teve preferência sobre a minha senha e sobre mim, que estava esperando há horas.

Me irritei, não vou negar. Menos mal que o atendimento foi rápido. O próximo era eu, não tinha erro. Pois não é que teve erro? Tinha outro idoso que eu não tinha identificado. Foi frustrante, irritante, decepcionante. Nem sabia mais o que sentir. Perdi a minha vez duas vezes para pessoas idosas.

Não tenho nada contra os idosos e o atendimento preferencial, mas me causa profundo desgosto ser passado pra trás, bem na minha vez. DUAS VEZES ainda. Isso foi o que mais me indignou. A culpa não é dos idosos, é do cartório, que só tem uma mesa atendendo. Tivessem duas mesas e a situação seria amenizada.

O bom senso poderia indicar um rodízio entre senhas normais e preferenciais, mas acho que isso não é politicamente correto ou alguma coisa desse tipo. Correto mesmo é me deixar esperando pra dar a vez aos idosos. A culpa não é deles, mas foi por causa deles que demorei mais do que deveria.

Não me entendam mal. Nada tenho contra os idosos, ou qualquer cliente preferencial, embora possa parecer neste texto. Na verdade, até tenho, nesse caso tenho, não dá pra disfarçar. Tudo seria mais fácil se o atendimento fosse feito por mais pessoas. Não é o caso do cartório que fui. Meu azar, sorte dos idosos e suas senhas preferenciais.

Escalação ideal

Do muito que eu vi do time do Grêmio, cheguei a essa escalação, que é a ideal para mim, no momento.

Victor; Gabriel, Rodolfo, Rafael Marques e Bruno Collaço; Rochemback, Adílson, Lúcio e Douglas; Leandro e Borges.

Até penso que o Lúcio poderia voltar à lateral esquerda, mas ainda não sei quem ficaria melhor no lugar dele no meio. Talvez Escudero ou Fernando, mas não tenho certeza sobre isso. No ataque, André Lima, quando voltar, pode ter chance também. Este ano e ano passado, André deu melhor resposta do que Borges. Por enquanto, com os jogadores que o time tem, essa é a escalação que mais me agrada. Renato tá quase botando esse time pra jogar.

domingo, 3 de abril de 2011

Filme ruim também é bom

Faz tempo que adotei tal prática. No cinema sempre tem aqueles filmes que você tem que ver, de todo jeito, às vezes porque é bom mesmo e outras porque todo mundo tá vendo. Eu não quero ir ao cinema. O que fazer? Baixar na internet. Não é muito legal (de lei) mas, pelo menos, não tô pagando pros caras que vendem DVD's do Tropa de Elite 5 na rua.

Quando quero ver um filme, o primeiro, e único, site que vou é o Filmes com Legenda. Lá, geralmente, tem o filme que você pensar. Se for lançamento talvez demore pra aparecer, mas vai aparecer. Começa com qualidade de câmera de dentro do cinema até chegar no DVD. Você vê o que a sua pressa permite. Pelo menos se tem a certeza de que vai aparecer.

Pois bem, baixo vários filmes do site. Nem todos são bons. Faz parte. Tenho que confessar que baixo muito filme ruim. Pior não é nem fazer o download deles, pior é assistir. Pior ainda é gostar. Céus, nessas horas percebo que pode ter algo errado comigo. Sei que vai ser ruim, baixo, assisto, dou risada e no final ainda penso comigo: "pô, até nem era tão ruim assim".

Deve ser por culpa do meu péssimo senso crítico, no que diz respeito a filmes. Vejo de tudo, gosto de quase tudo, até do que é muito ruim. Às vezes o filme é horrível, mas consigo encontrar fatos ou cenas que me fazem não achar ele de todo mal. Por outro lado, tem filme ruim que é ruim e não tem nada que seja útil. Neste caso, me resigno e assisto até o final só pra confirmar.

Filme ruim também é bom. O que é bom e ruim? Pois é, sei lá. Tem coisas que são ruins e não tem como discutir. Bem, até tem, mas não convém. É quase certa a derrota, não importam os argumentos. Enfim, o post era só pra dizer isso. Vejo filmes ruins e gosto deles. Acho que todo mundo faz isso. Uns em maior número que outros. Admito que faço parte do uns.

Comendo

Você que lê este blog não tem obrigação de saber que este que vos escreve esteve de aniversário no dia 2 de abril, sábado, ontem. Logicamente, poderia tentar adivinhar ou intuir, já que a foto do post de sábado evidenciava algum tipo de comemoração. Olhe a foto atentamente e perceba que no meu aniversário teve aquilo que está ali: bolo, salgadinhos e brigadeiros.

Gosto desse tipo de comida e no meu aniversário resolvi abusar. Encomendei tudo isso pro trabalho e pra casa. Teve, digamos, uma festinha no trabalho dia 1º de abril e em casa dia 2 de abril, com basicamente as mesmas coisas. Em casa foi um pouco mais sofisticado, se é que posso chamar assim, porque teve um almoço bom demais, com camarão à milanesa, peixe ao molho de camarão e batata frita.

Resumindo, nunca comi tanto quanto na sexta e no sábado. Sexta foi muito mesmo e em pouco tempo. Estufado, cheio, foi uma mistura de tudo. No sábado, repeti a dose, mas dessa vez com a inclusão do almoço. Menos mal que o tempo pra digestão foi maior e, embora tenha comida exageradamente de novo, pude ter momentos espaçados para descanso.

A melhor notícia de todas é que sobrou comida, mais da metade de tudo. Até semana que vem sei que vai ter comida. Talvez até mais pra frente. Não pretendo mais comer tanto quanto nos últimos dois dias. Vou comer, mas com parcimônia, com moderação. Não tenho prazo pra terminar de comer o bolo, salgadinhos e brigadeiros. Quando acabar, acabou-se o que era doce. E salgado.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Abril de primeira

A vontade não é das maiores, mas cá estou. Nem tava muito empolgado pra escrever hoje. Comi demais na véspera do meu aniversário, que vem a ser hoje (a véspera, não o meu aniversário), e tô muito estufado. Minha única vontade é deitar e dormir. Não é que eu não consiga me mexer, mas ficar parado é bem melhor. Janta não precisa. Não cabe mais nada. E hoje, também, é primeiro de abril.

Vou dizer que não ligo pra essa data. Ela é pura e simplesmente, pra mim, a véspera do meu aniversário e aniversário da minha tia. Nada mais do que isso. Não faço piadas sobre a data. Algumas que leio são interessantes, mas o pessoal abusa. De cada 10 tweets que li hoje, 9,9 eram piadas sobre o dia da mentira, mas a maioria muito ruim, totalmente sem graças.

De tanto não levar essa data a sério, caí duas vezes em brincadeiras de primeiro de abril no trabalho. E caí com tudo, sem amortecimentos. Pra mim é uma data como outra qualquer, aí as pessoas chegam e falam coisas que podem acontecer no ambiente de trabalho e, porra, eu acredito. Depois, ainda riram de mim. Tudo bem, acontece. Uma vez por ano, geralmente na mesma data.