quarta-feira, 27 de abril de 2011

Viagem à Porto Alegre

Jogo de Libertadores, terça-feira, Grêmio x Universidad Católica em Porto Alegre. A intenção era tenetr uma excursão, que quase não saiu. Só ficou decidido que haveria excursão na noite de segunda-feira. O que fazer? Não tive dúvidas. Comprei o ingresso pela internet e já pensei no que fazer no dia seguinte no trabalho. Foi tudo de repente. Decidi trabalhar uma hora e faltar nas outras sete. Era por uma coisa maior.

Vão me chamar de louco ou o que for. Sair de Floripa, viajar quase 7 horas pra ver um jogo de futebol. Cada um com as suas loucuras. A van saiu com atraso, pouco depois do meio dia. Vou lhes dizer que viajar de van, com mais 15 pessoas, não é confortável. Um micro-ônibus seria mais adequado, mas em dia de semana não se encontram muitas pessoas disponíveis para fazer uma viagem dessa. O jeito foi usar a van mesmo.

Parecia que não ia dar tempo de chegar a tempo em Porto Alegre. Contra os prognósticos iniciais, a van andava numa velocidade muito interessante. Íamos chegar a tempo. Eis que aparece um posto da Polícia Rodoviária Federal. Eis que se descobre que a van não tinha documentação permitindo sair de Santa Catarina. Eis que o mundo parou por um instante, mas o tempo não. Deu merda. Das grandes. O tempo continuou passando. Ficamos 1 hora e meia parados até chegar um ônibus e ficar tudo certo.

A provável chegada no horário foi totalmente deixada de lado. Atrasou tudo. Pouco menos de 70 km nos separavam de Porto Alegre, mas o relógio já marcava 19 horas. O primeiro tempo estava perdido. Pra piorar, das 19 às 20 horas tem a Voz do Brasil e nem pelo rádio ouviríamos a primei.ra meia hora de jogo. Foi angustiante. Ainda bem que o trânsito não tava mais tão complicado. Chegamos aos 35, 40 minutos do primeiro tempo. Nesse momento, o Grêmio já tava em situação ruim na partida.

Porto Alegre, ontem, estava um tanto quanto fria. Adivinha quem não levou casaco e foi só de camisa e bermuda? Pois é. Pouco adiantou pular, cantar, gritar e xingar o juiz. Tava muito frio. Ficava pior quando o vento aparecia. O jogo, escrevi sobre isso, foi uma porcaria. A viagem, na volta, foi tranquila. Voltamos no mesmo ônibus, muito melhor e mais confortável pra dormir. Não que chegue perto da minha cama, mas supera em algumas vezes o conforto da van.

O jogo teve um resultado ruim, a ida teve seus problemas, mas faria isso quantas vezes fosse possível. Vontade nunca falta, falta é dinheiro e tempo. Até dormi na volta, o que amenizou um pouco do meu sono durante o dia. No entanto, a noite chegou e ele foi implacável. Mesmo com Libertadores na tv e TCC pra fazer, a única vontade verdadeira que tenho é dormir. Vou fazer o que tenho que fazer. A cama me lembra como é bom não dormir em bancos de ônibus.

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