quarta-feira, 27 de abril de 2011

Na Libertadores, só querer não adianta

A viagem em si vai ser contada em outro post. Sobre o jogo, sucintamente, se é que vou conseguir. O Grêmio, o Renato, os jogadores chamaram a torcida. Precisavam do apoio da massa tricolor. Horário ingrato, 19:30 em Porto Alegre e trânsito caótico. Mesmo assim, 35 mil pessoas mandaram o chefe se danar, eu inclusive. Não exatamente nestas palavras, mas o que importa é sair de Floripa pra ver o Grêmio jogar.

Depois de horas e horas, chego no Olímpico e não vejo nada. Posso até dizer que entendo, embora não aceite muito bem, que um time jogue mal, mereça perder e que o juiz seja um filho da puta desgraçado que não dá nenhuma falta. O que não entendo e não aceito de jeito nenhum é um jogador como o Borges, 30 anos, experiente, fazer a cagada de dar uma cotovelada no adversário em pleno mata-mata da Libertadores. A imagem não deixa bem claro o que ele fez, mas foi totalmente imprudente e isso já foi motivo suficiente pra expulsar.

Um time jogando mal, desorganizado, como em quase todos os jogos de 2011, tende a ficar cada vez pior com 10 em campo. Foi o que se viu. Os sinais, os avisos apareceram durante todo o ano, mas parece que não foram assimiliados. Gilson na lateral não dá. Se a zaga estivesse mal posicionada estaria bom, mas ela não está nem posicionada. Todo ataque e contra-ataque do adversário causa certo pavor na torcida. Ontem foi assim, dois gols em que o Pratto, indigesto, por sinal, ficou sozinho pra marcar.

Com o futebol jogado até agora, é bem difícil o Grêmio conseguir reverter a situação. Precisa fazer dois gols no Chile e não levar nenhum pra classificar. Essa parte é a mais complexa, já que o Grêmio leva, em média, um gol por jogo. Logo, o placar de 2 a 1 levaria pros pênaltis. Fazer dois gols fora de casa e vencer a partida não aconteceu ainda na Libertadores. Ou melhora e toma jeito de time copeiro que foi, ou que seja eliminado nas oitavas mesmo, pra não passar vergonha mais pra frente.

No jogo de ontem, o Grêmio não teve uma mísera chance de gol. Nenhum chute com perigo. O único que deu certo foi o gol do Douglas, que arriscou de fora da área, coisa que o time pouco faz. Fora o gol, nada mais, nada mesmo. Quem mais chegou perto foi o Universidad Católica. A torcida eu não tenho dúvidas que quer a COPA. Olímpico não tava lotado, mas tava bem cheio pro horário. Os jogadores e o Renato podem até querer, mas jogando assim não vai dar.

Mesmo jogando mal, perdendo, deixando quase nenhuma esperança, ainda acredito, um tanto quanto cético, é verdade, que é possível reverter o placar na Libertadores. O GRE-nal de domingo é só mais um ingrediente para aumentar a ansiedade e o nervosismo nessa semana decisiva. "E o Grêmio é um vício que eu não quero deixar, é uma loucura que jamais vou curar... deixo tudo só pra ir ver tu jogar". É mais ou menos por aí. Se não for assim, não é de jeito nenhum. Vamos Tricolor!

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