Esse texto era pra ter sido escrito na sexta-feira, dia seguinte ao vexame do Grêmio na Bolívia. A falta de tempo e o sono me impediram de escrever. Até pensei em deixar pra lá e não escrever nada, já que havia passado dois dias, é sábado e amanhã tem jogo do Campeonato Gaúcho. Pensei e decidi escrever. Eu tinha que dizer o que penso em algum lugar. Os 140 caracteres do Twitter não seriam suficientes.
Pra resumir o jogo da noite de quinta-feira, palavras como vexame, vergonha, patético servem. Foi muito feio. Quem ficou acordado pra assistir ao jogo, com certeza se arrependeu. Eu devia ter dormido mais cedo. Lógico que não dormiria. Tem jogo do Grêmio, eu vejo, mas o de quinta-feira preferia não ter visto. Aliás, pra não mentir, o sono me venceu e dormi do intervalo até os 20 minutos do segundo tempo. Foi uma partida trágica, das piores que o tricolor fez neste ano.
Era um jogo pra vencer e ser líder do grupo. Até o León de Huánaco ajudou e empatou com o Junior Barranquila, na Colômbia. Só o Grêmio não se ajudou. Pior, perdeu, de goleada, prum time boliviano misto, sem titulares. Poderia ser pior ainda. 5 ou 6 a 0 não seria um placar enganoso. O Grêmio tinha alguns desfalques, mas não era pra perder tão feio. Não era sequer pra empatar.
Ser tão inferior a um time boliviano misto e ouvir a torcida gritando "olé" é quase o fundo do poço. Pra completar, com a partida já partida, sem chance de reação, Rodolfo, zagueiro, perde a cabeça inexplicavelmente e é expulso. Foi uma baita cagada. Não precisava acontecer mais nada na partida. O desastre estava completo. O apito final do juiz foi a melhor parte do jogo para o Grêmio.
Sei lá o que aconteceu, ou o que não aconteceu. Só dá pra dizer que ninguém se salvou. Partida desastrosa. Os desfalques não justificam o Renato inventar tanto. Pelo menos já estava classificado. Agora vem o mata-mata e espero que os erros tenham sido aprendidos. Não quero ver o Grêmio morrer tão cedo. E, se for pra perder, que perca sem dar vexame. Repetir a atuação de quinta-feira na Bolívia não é mais aceitável. Se acontecer de novo, tem mais é que perder mesmo.
A recuperação pode vir nas quartas de final do Gauchão, mas, qualquer que seja o resultado, não será parâmetro para a Libertadores, onde o Grêmio tem oscilado entre jogar bem e mal em casa e tem sido constante em jogar mal fora. Problemas a serem corrigidos. O Renato viu, a torcida viu. Me irrito com essas más atuações, mas no jogo seguinte lá estou eu na frente da tv ou, quando possível, embora raro, no Olímpico. Afinal, somos gremistas, sempre apoiando, mas nunca deixando de criticar quando necessário. Queremos a COPA!
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