Ainda bem que chegou a sexta-feira. Na sexta tudo muda, no que diz respeito à desorganização do meu quarto. Sexta é dia de faxina. Pessoas especializadas vem fazer o serviço delas. Muito bem feito, por sinal. Isso acontece praticamente toda sexta. Logo, sexta é o melhor dia pra chegar em casa. Tudo limpo, sensação de que as coisas estão no lugar.
Para que isso aconteça, preciso preparar o território, facilitar a vida deles. Entre uma sexta e outra, é sabido, tem 7 dias. Nessa semana acontecem várias coisas e o resultado final, geralmente, é uma bagunça desorganizadamente organizada no meu quarto. Pares de tênis ali, mochila jogada no chão acolá, papéis e mais papéis em cima da mesa e criado-mudo.
A noite de quinta-feira e a manhã de sexta, logo que acordo, são peculiares. Procuro deixar tudo arrumado, pra não dificultar a limpeza. Invariavelmente, jogo tudo dentro das 3 gavetas do criado-mudo e crio um falso ambiente onde nada está fora do lugar. Na verdade, é exatamente o contrário, mas na sexta o que vale é a aparência.
Deixo o mínimo de coisa onde quer que seja. Os tênis vão todos pra dentro do armário. Tenho que dizer que o meu quarto até que fica bem apresentável. Seria interessante se ficasse assim todo dia. Infelizmente, não consigo. Já na sexta, tênis, papel, mochila, tudo, vai voltando ao seu lugar. É um círculo vicioso. Não consigo parar.
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