Celso Roth é um técnico peculiar. Começa bem e termina muito mal. Nunca havia ganhado um título de expressão. Por azar, ganhou uma Libertadores da América. Dizem, e acredito nisso, que ele só ganhou porque não teve tempo de desajeitar o time. Era tão pouco tempo no comando que não foi possível fazer aquilo que ele fez no Mundial de Clubes: perder, como sempre, nesse caso de forma vexatória.
Sendo gremista, sofri muito com o Celso Roth e, logicamente, não queria ele fora do Inter agora. Tinha que ficar mais um tempo, ainda não podia ser demitido. Mais certo do que cagar com diarreia é saber que no mata-mata da Libertadores 2011 o Roth seria eliminado. Pena que a diretoria do Inter se deu conta disso. Com quatro meses de atraso, é verdade, mas, infelizmente, talvez haja tempo para sair da rota do desastre.
Depois da confirmação da notícia, me peguei pensando em quão boas devem ser as rescisões do Roth. Afinal, ele foi demitido mais vezes do que admitido. Valores interessantes, imagino. Não sei se no futebol, na demissão de técnico, usam justa causa. Tenho a impressão de que esse artifício não é utilizado. No caso do Celso Roth, seria sempre justa causa.
Falando nisso, quem demite o Celso Roth tem sempre razão. O problema é que, na maioria das vezes, o dirigente que demite é o mesmo que contrata. Aí ele perde a razão que vai ter mais na frente. Ou seja, banalizaram a razão. Essa banalização nem é culpa do Celso Roth. Os maiores culpados são os dirigentes que contratam ele. É a contratação mais certa que vai dar errado.
Celso Roth desempregado é um perigo. Protejam seus clubes. Sempre tem um dirigente pra fazer cagada. Parece que não aprendem. Nas minhas contas incertas, o Roth já treinou Grêmio e Inter umas 48 vezes. Ele sempre volta, parece um bumerangue. O resultado e (in)satisfação é sempre a mesma coisa. Espero que os dirigentes, do Grêmio, principalmente, tenham percebido isso. Antes tarde do que mais tarde.
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