segunda-feira, 23 de maio de 2011

Bem no meio do olho

As lentes de contato foram boas enquanto duraram. O prazo delas era de um ano. Usei por quase dois. Fazia um mês que não as usava mais. Não havia mais condição. Chegou no ponto em que a sujeira grudou nela, não saía mais. Quem sofria era o meu olho. Parecia que sempre tinha alguma coisa incomodando. De fato, tinha. Um oftalmologista se fazia imperativo. Precisava saber como andava a minha miopia e queria encomendar lentes novos.

Certos procedimentos do consultório, da clínica, me deixam agoniados, me incomodar. Por exemplo, aquela maquininha que assopra no teu olho. Coisa desagradável. Não bastasse fazer uma vez, repetem. Aí, no consultório, o oftalmologista coloca uma luz no meu olho, pede pra eu olhar pra baixo e ENFIA UM COTONETE NELE. Não gostei. Meu olho não gostou. Aliás, se nesse olho de cima um cotonete causa desconforto, imagina no olho que fica mais embaixo. Melhor nem imaginar.

Voltando ao olho de cima, que é o foco do texto. Depois de tentar ler as letras míudas sem sucesso, míope que sou, as lentes mágicas do consultório fizeram tudo ficar mais nítido. Foi constatado que continuo o mesmo míope de sempre. Cinco graus em cada olho e segue a vida. Com lentes de contato ou óculos, já que sem nenhum dos dois sou praticamente cego. A nova lente vai chegar nos próximos dias. Tudo voltará a ser como antes, com lentes durante o dia e óculos à noite, em casa.

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