Me obriguei a vir aqui escrever sobre a já esperada eliminação do Grêmio na Libertadores. O sofrível jogo no Olímpico foi o sinal de que ia ser muito difícil, quase impossível. Eu acreditava. E fiquei acreditando até o Universidad Católica abrir o placar perto dos 40 minutos. Sabia que a situação era das piores possíveis. Time desorganizado, desfalques, jogando fora de casa. Nenhum sinal de que daria certo.
Por que, então, acreditar? Torcedor tem disso. Ele sempre acha que pode dar, mesmo quando sabe que não vai acontecer. Ontem foi um dia assim. Não queria lógica. O jogo começou e a realidade foi aparecendo. Desfalques demais e uma atuação não mais do que razoável não foram suficientes. Aliás, o Grêmio até nem foi tão mal fora de casa. O que atrapalhou foi o jogo em Porto Alegre.
Os sinais apareceram e o Grêmio não teve como mudar. Quando podia, não mudou. No Chile, nada podia ser mudado. Não completou nem o banco de reservas. Faltaram opções, fruto do mal planejamento do começo da temporada. No mata-mata até podia ser diferente, mas as várias lesões trataram de dizimar qualquer esperança que houvesse no mata-mata.
Como em 2009, 2011 não se configura como uma Libertadores difícil. O Grêmio que se complicou de novo. Tropeça em si e, principalmente, nos adversários. Sabidamente, ganhar a Libertadores não é fácil. Ter um grupo com várias opções, e de qualidade, pode ajudar nesse objetivo. Ajuda, mas não decide, como o dia de ontem mostrou. Cruzeiro, Inter e Fluminense tem bons jogadores, mais opções que o Grêmio, e todos caíram nas oitavas. A imagem do post, do globoesporte.com, resume a situação.
Podia falar dos vexames dos outros times, mas já falaram bastante em outros sites. Inclusive, o Impedimento avisou que o Once Caldas eliminaria o Cruzeiro. E assim aconteceu. Vexame do time mineiro, do Inter, que tornou a noite menos pior, e Fluminense. O lado positivo de todas essas eliminações é que o Grêmio era o único que já estava fora desde a semana passada. Passou vergonha uma semana antes.
Sobrou para o Grêmio o Campeonato Gaúcho, único título possível no primeiro semestre de 2011. Vai ser o GRE-nal do medo nos dois próximos domingos. Ambos os times vem de eliminações um tanto quanto vergonhosas na Libertadores. O pavor é tanto que apostaria em dois empates em 0 a 0, com os times tendo dificuldades para converter os pênaltis. O GRE-nal do século na Libertadores virou o GRE-nal do desânimo no Gauchão. Talvez o título estadual sirva só pra dizer que o rival não venceu.

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