segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Sai daí

Muito calor. O calor para. Começa o vento. Muito vento. Ventania. Faz até pequenas ondas na Beira Mar. O vento dá seu show sozinho por um tempo. Até que o tempo muda. Forma-se um dueto. Chuva e vento. Muito dos dois. O que acontece com quem está na rua? Se molha, sim. Usar guarda-chuva num dia como esse é inútil. A chuva vem de lado e o guarda-chuva não guarda nada. Ainda é bem possível que ele se quebre ou fique todo tordo por causa do vento.

Aliás, uma coisa que o guarda-chuva pode guardar é o seu lugar embaixo das marquises. Ele guarda bem, ocupa o espaço onde ficariam as pessoas que não tem guarda-chuva. Sim, você que se dispõe a usar um guarda-chuva, tenha em mente que embaixo das marquises não chove. Então não se faz necessário o uso de guarda-chuva, acertando ombros, braços e olhos de pessoas que passam por ali.

Se não há espaço, tudo bem, mas tudo mal. Fechar o guarda-chuva para logo depois abrir não é algo agradável. Então, se não dá pra evitar, use ele com prudência. Não é porque eu não gosto de usar e porque eu não tenho um que os outros tem direito de usar guarda-chuva sob um lugar que não chove, não molha. Não há razão. Realmente isso me irrita. Muito. Guarda-chuvas deveriam ser proibidos, para todo o sempre. É uma invenção que, está claro, não foi completamente desenvolvida. Só atrapalha e incomoda.

Pra não deixar de falar. Não é inédito nem nada, mas é impressionante como aparecem vendedores de guarda-chuva ao menor sinal de chuva. Caiu um pingo e tá feito. É só olhar pro lado e já tem um, dois, três vendedores. Um dia ainda vou descobrir como eles fazem isso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário