sábado, 12 de março de 2011

Sobre quarta-feira

Demorei pra escrever, mas antes tarde do que mais tarde. Se demorasse mais um pouco, o texto ia ficar defasado, mais ainda do que já está. Quarta-feira, 9 de março de 2011. Lá estava o Grêmio decidindo a final da Taça Piratini contra o time do Caxias. Time titular em campo, deveria ser tranquilo, ou pelo menos não tão difícil. O que se viu foi exatamente o contrário. Caxias com muita vontade, marcando e jogando melhor e o Grêmio lento demais. Se foi a folga de três dias do carnaval não sei, só sei que o time foi muito apático no primeiro tempo.

O gol no final da primeira etapa deu ânimo, afinal só faltava mais um gol pra empatar. Como todos sabem, esse gol demorou pra sair, no minuto 50 do segundo tempo. Muitos reclamaram e falaram do tempo de acréscimo. Quem viu o jogo todo, principalmente o segundo tempo, sabe que os 6 minutos, e depois mais 2, foram totalmente justos. A cera do Caxias era tanta que dava pra encher mais de 50 ouvidos. Escolheram um jeito pra levar a partida no etapa final que não deu muito certo. Depois do empate, o Grêmio venceu nos pênaltis e foi campeão da Taça Piratini.

O ponto principal, no entanto, é que o time do Grêmio jogou muito mal, fez uma péssima partida. Empatar aos 50 e ganhar nos pênaltis é bom e tem que ser comemorado, mas isso só aconteceu em decorrência da péssima exibição do tricolor no primeiro tempo. No segundo, na base da vontade, foi com tudo pra cima e fez o gol. Foi merecido porque o Grêmio buscou o gol. Foi muito sofrido. Não precisava ser assim. Tudo começa, vejam vocês, no começo do jogo, pela escalação.

Gilson na lateral é algo que se tornou inadmissível. No Grêmio ele nunca jogou bem. Renato pediu pra torcida não vaiar, mas os erros do lateral se sucedem, é um atrás do outro. Só vai parar de errar quando sair no time. Já passou da hora. Bruno Collaço sempre dá melhor resposta quando joga. Atenuado o problema na esquerda, passa-se para o meio-campo. Carlos Alberto não pode jogar onde vem jogando. Ele não rende ali, apesar de mostrar vontade, e atrapalha o time. Ele ajuda bastante quando não joga.

Renato deve ter percebido isso. Já são duas partidas em que ele substitui o Carlos Alberto aos 25 do primeiro tempo. Sinal de que não deu certo. Nem vai dar. O meio-campo tem que ter Rochemback, Lúcio e Douglas. Falta uma vaga e por ela estão na briga Adílson, William Magrão e Fernando. Acho que o Adílson está em vantagem, mas Fernando se mostra o jogador mais promissor e com condições para assumir a titularidade no futuro. Desde que não seja o Carlos Alberto, tá bom. Com qualquer um dos três volantes o time fica menos exposto.

No ataque tinha outro problema: os dois centroavantes. Borges e André Lima, a despeito dos gols marcados, não tiveram bons desempenhos, não deu certo. Júnior Viçosa ou alguém com mais velocidade junto de um deles seria mais proveitoso. Até o Carlos Alberto podia render mais no ataque. A lesão de André Lima interrompe a sequência de jogos dele, mas, bem ou mal, vai ajeitar o ataque do Grêmio. Agora Borges vai ter um atacante que se movimenta mais. Ano passado era assim com o Jonas. A tendência é o ataque se tornar mais produtivo.

O Grêmio tem problemas e eles ficaram todos bem aparentes na final da Taça Piratini. Sorte do tricolor que, mesmo com tais problemas, a taça ficou no Olímpico. Haverá um pouco mais de tempo para corrigir as falhas. Lateral esquerda, uma vaga no meio-campo e o ataque. Três problemas com solução no próprio elenco tricolor. Basta Renato fazer as escolhas apropriadas. O Grêmio pode ser campeão sem sofrer tanto. Imortalidade é bom e a gente gosta, mas ela não faz milagres se o time tem jogadores abaixo da média e esquema capenga. O aviso foi dado. Que seja bem entendido. Vamos tricolor, queremos a COPA!

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