sexta-feira, 25 de março de 2011

Espelho no elevador

Antigamente as pessoas usavam apenas escadas. Não existia elevador. Quando surgiram, eram pra poucos e não eram nada modernos, mas serviam pro seu propósito fundamental, que é levar as pessoas pra cima e pra baixo sem fazer esforço nenhum.

Hoje o que mais tem é elevador. É muito útil, nesses tempos de prédios de 40 mil andares. Ainda tem que ser rápido e seguro. Bastante coisa, mas tudo necessário e que geralmente não falta. Sobe, desce, estraga de vez em quando e ajuda quem precisa.

Falei outro dia sobre elevador, mas o foco era outro, eram as pessoas que sobem e descem só um andar e aquela ladainha que não pretendo repetir. O foco hoje é o total constrangimento que o elevador causa. As conversas no elevador não são naturais.

Ficar no elevador com pessoas desconhecidas não é muito confortável. Olhar pra todos os lados ou ficar parado pra não parecer esquisito? Dúvida pertinente e ainda sem solução razoável. O jeito é torcer pra pessoa que divide o elevador ser mais estranha.

Azar mesmo é encontrar gente que gosta de puxar conversa. Começa sempre pelo tempo, com variações, às vezes, sobre futebol. Essas conversas nunca rendem, só constragem, e faz todos torcerem para chegar logo no seu andar.

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