Estava eu no trabalho, trabalhando, por certo, e, num momento de tranquilidade, resolvi olhar o Twitter, ver o que estava, ou não acontecendo. De repente, aparece uma pessoa falando da morte do José Alencar. Fiquei na dúvida. Daí veio outro e mais um falando do mais novo falecido. Minha dúvida estava se dirimindo totalmente quando veio a derradeira notícia, de um site de notícias que eu sigo. Pronto. Estava confirmado. José Alencar tinha morrido, coisa que parecia impossível até então.
A partir da confirmação da morte, dezenas de piadas apareceram na minha timeline. Não sigo muitas pessoas, mas acredito em centenas de milhares de piadas. Algumas boas, outras nem tanto, mas o importante é tentar. Piadas são válidas, sempre. Mesmo porque era um político, além de ser uma pessoa, que estava enganando a dona morte faz tempo. Um dia não deu mais. Esse dia foi hoje. As piadas sobre a imortalidade dele viraram piadas sobre a morte. Tudo dentro do normal.
O que não deveria ser normal é essa coisa de quando alguém morre virar santo, ou quase isso. Com político acontece também. Concordo que o José Alencar ficou 30 mil anos lutando contra o câncer e tal, mas, olha bem, era um político. Acho que só ficaria triste pela morte de um político caso fosse meu parente. Fora essa situação, seria difícil. Eu tenho coração, mas a culpa não é minha. A culpa é da fama deles, dos políticos, que não colaboram com a própria imagem.
O fato é que 1%, ou menos, dos políticos bons, que valem a pena, sofrem por causa dos outros 99% ou mais. Sei lá se é bom dizer isso, mas político bom, invariavelmente, é político morto. O próximo da lista tem tudo pra ser um outro Zé, o Sarney. É até inacreditável quando morre alguém que parecia que nunca ia morrer. A sensação é deveras estranha. Pra morrer basta estar vivo, já dizia aquela frase muito antiga. O José Alencar, com certo atraso e muita luta, comprovu isso na prática.
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