Aconteceu hoje, no banco. Um distinto senhor, aparentemente muito, mas muito, bêbado, chegou na agência. Como todo bêbado que se preze, chegou falando alto e com todo mundo que tava perto dele. Não demorou muito e ele ficou sozinho. As pessoas que estavam ao seu lado mudaram de lugar, ficando à distância, o que correspondia a não ser interpelado pelo bêbado, que fazia suas colocações e ponderações mesmo sem ninguém por perto. Nem o fato de ter a risada igual a do Dedé Santana sensibilizou os presentes.
Toda vez que o painel chamava a senha o tal senhor sempre avisava quantos ainda estavam na sua frente. Não demorou muito e ele foi atendido. Bêbado tem sempre que explicar o que vai fazer e por que vai fazer. Esse não foi diferente. Chegou no caixa e falou que queria sacar 500 reais pra comprar uma gaita na loja de música que fica ao lado da agência. Ninguém precisava saber, mas bêbado não tem limite. Bêbados às 15 horas muito menos.
Não foi surpresa, no entanto, que ele não soubesse a senha. Talvez soubesse, mas errou em todas as vezes possíveis, até bloquear a dita cuja. Fosse eu o caixa, entregaria o dinheiro sem muita cerimônia. Quanto antes se livrar do bêbado, melhor. O caixa não pensou dessa maneira. Com a senha bloqueada, o indivíduo ébrio continuou incomodando e perguntou se dava pra usar o cartão cidadão. Obviamente, não deu. Não vi o final da história, mas acredito que ele não tenha conseguido sacar os 500 reais e foi embora, andando em linha reta, como é comum a todos os bêbados.
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